Tanto na indústria brasileira quanto na gaúcha, houve apenas uma recomposição de perdas acumuladas de anos anteriores, reação ao período recessivo que predominou em 2012. O presidente da FIERGS apontou os três principais fatores que colaboram para o baixo desempenho da indústria no RS: as barreiras argentinas para os produtos gaúchos, o Piso Regional no Estado e o Imposto de Fronteira. "A inflação subiu 22% até agora durante o governo Tarso, mas o piso deverá aumentar 58,8% caso a Assembleia Legislativa aprove o índice proposto. É difícil manter a competitividade com este encargo", lamenta.
Ele disse ainda que nos últimos três anos, o crescimento brasileiro fechará, em média, 2% ao ano, resultado inferior ao alcançado nos dez anos anteriores, quando o País avançou, também em média, 3,6%. O setor industrial sofre as consequências da ausência de ações mais efetivas voltadas à superação dos obstáculos estruturais que restringem a competitividade perante seus concorrentes internacionais, aponta a FIERGS. É improvável que o desempenho da indústria surpreenda positivamente nos próximos anos.
A perspectiva para 2014 aponta para uma aceleração no nível da atividade mundial, com aumento na contribuição das economias desenvolvidas, enquanto os países emergentes devem apresentar expansão moderada. O cenário para o próximo ano é de crescimento inferior ao de 2013, com 1,9% para o PIB brasileiro e 2,1% para o gaúcho. A principal causa para isso, segundo o presidente da FIERGS, é que não foram criadas as bases para que o crescimento econômico fosse sustentado no futuro. A resolução dos gargalos da infraestrutura, a evolução na qualidade da educação e as reformas visando à melhoria no ambiente de negócios avançaram em velocidade inferior à necessária para gerar um novo ciclo de prosperidade, completou o presidente da Fiergs.
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