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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Balanço da Fiergs II

Tanto na indústria brasileira quanto na gaúcha, houve apenas uma recomposição de perdas acumuladas de anos anteriores, reação ao período recessivo que predominou em 2012. O presidente da FIERGS apontou os três principais fatores que colaboram para o baixo desempenho da indústria no RS: as barreiras argentinas para os produtos gaúchos, o Piso Regional no Estado e o Imposto de Fronteira. "A inflação subiu 22% até agora durante o governo Tarso, mas o piso deverá aumentar 58,8% caso a Assembleia Legislativa aprove o índice proposto. É difícil manter a competitividade com este encargo", lamenta.
Ele disse ainda que nos últimos três anos, o crescimento brasileiro fechará, em média, 2% ao ano, resultado inferior ao alcançado nos dez anos anteriores, quando o País avançou, também em média, 3,6%. O setor industrial sofre as consequências da ausência de ações mais efetivas voltadas à superação dos obstáculos estruturais que restringem a competitividade perante seus concorrentes internacionais, aponta a FIERGS. É improvável que o desempenho da indústria surpreenda positivamente nos próximos anos.
A perspectiva para 2014 aponta para uma aceleração no nível da atividade mundial, com aumento na contribuição das economias desenvolvidas, enquanto os países emergentes devem apresentar expansão moderada. O cenário para o próximo ano é de crescimento inferior ao de 2013, com 1,9% para o PIB brasileiro e 2,1% para o gaúcho. A principal causa para isso, segundo o presidente da FIERGS, é que não foram criadas as bases para que o crescimento econômico fosse sustentado no futuro. A resolução dos gargalos da infraestrutura, a evolução na qualidade da educação e as reformas visando à melhoria no ambiente de negócios avançaram em velocidade inferior à necessária para gerar um novo ciclo de prosperidade, completou o presidente da Fiergs.

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