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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Coletiva de imprensa da Farsul 2013

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, disse hoje durante coletiva de imprensa que, após um 2013 de recuperação, em que a agropecuária superou os prejuízos da seca do ano anterior e será o motor de um crescimento de cerca de 6% no PIB estadual, o campo se prepara para bater recordes em 2014. Em alta, soja e trigo devem ser os carros-chefe do bom desempenho, observou.
 Carlos Sperotto, apresentou estimativa de produção recorde de 30,2 milhões de toneladas de grãos para o ano que vem. “Temos um crescimento não apenas horizontal, com aumento da área plantada, mas também vertical, com lavouras cada vez mais tecnificadas e busca por mais produtividade e qualidade. Isso também ocorre na pecuária. O avanço da agricultura na Metade Sul levou à necessidade de aplicação de práticas diferenciadas nos nosso criatórios”, afirmou o presidente da Farsul.
Segundo ele, a estimativa de produção da Farsul para 2014 representa alta de 2,4% na comparação com o ano anterior e supera o recorde de 29,7 milhões de toneladas colhidas em 2011. A soja continua avançando sobre área de pecuária – que desde 2005 perdeu 470 mil hectares para a produção do grão no verão. O aumento de 3,4% na área plantada com soja nesta safra também se dá sobre o milho, que tem 11,3% de queda de plantio. Já o arroz teve crescimento estimado de 3% na área plantada nesta safra.
No inverno, o trigo tem sido o grande destaque, explicou o dirigente. Em 2013, o Rio Grande do Sul voltou a ocupar o primeiro lugar na produção do cereal, ultrapassando o Paraná, e em 2014 a expectativa é de mais avanço, com ampliação de 14,3% da área plantada. “O Estado assumiu a posição de campeão brasileiro de trigo, não só em volume, mas também em qualidade”, disse Sperotto. Para o dirigente, a continuidade do avanço do trigo, rumo à autossuficiência nacional, depende agora de políticas de governo.
Sperotto ainda lembrou que a possibilidade de renegociação de dívidas passadas, por meio de medidas governamentais em resposta a demandas da Farsul, permitiu a reintegração de produtores no crédito rural oficial e deu condições para que os agricultores dessem a resposta em termos de geração de riqueza. O total de crédito rural tomado no Estado em 2013, de janeiro a outubro, chegou a R$ 17 bilhões, superando em 24% o volume do mesmo período do ano anterior. O destaque foram custeio e investimentos. “O produtor quer prazo, quer tempo e quer pagar. Tanto que a taxa de inadimplência dos produtores é de apenas 0,2%”, lembrou Sperotto. - Estamos todos eufóricos com o desempenho do agronegócio em 2013 -, disse o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira.   Foto: Tiago Francisco/Farsul

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