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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Presidente da Federasul reúne jornalistas para apresentar balanço do ano




VALÉRIA REIS


O presidente da Federasul, Ricardo Russowsky disse hoje, durante coletiva de imprensa, que a Educação é o grande gargalo do País. Segundo ele, a má qualidade da educação brasileira já cobra o seu preço, destacando o fraco crescimento da produtivide que, entre 2002 e 2012, avançou apenas 1% ao ano, muito abaixo dos países do BRICS no mesmo período. Ele explica que o Brasil ainda está entre as últimas posições do ranking  geral do PISA (principal exame internacional da educação básica que avalia estudantes entre 15 e 16 anos em matemática, leitura e ciências). Dos 65 países comparados, o Brasil ficou em 58o. lugas. Em 2009, o Brasil estava na 54a. posição, observou.
O presidente da Federasul disse ainda que o mundo tem andado em duas velocidades diferentes. Acrescenta que o déficit fiscal continua elevado nos países desenvolvidos.  Destaca que o  Brasil vem apresentando desempenho econômico muito baixo, com queda na economia. A inflação ainda preocupa com 4,5%.
Já o economista André Azevedo diz que em relação ao cenário externo, na questão do câmbio, houve déficil fiscal nos países desenvolvidos. Outro fator foi a guerra no Oriente Médio e a elevação da taxa de juros nos  Estados Unidos. No cenário doméstico, Azevedo explica que a inflação volta a acelerar devido à expansão dos gastos públicos em ano eleitoral e a desvalorização do real. Enfatiza que o mercado de trabalho se deteriorou, com o aumento do desemprego. Observa que o crescimento vem há três anos com desempenho ruim. Há 40 meses, a inflação fica acima do centro da meta, informou o economista.
André Azevedo observa que isso tudo mostra a falta de preocupação do Banco Central e que a inflação vai ser afetada em cima da taxa de câmbio. Cada 10% de desvalorização do câmbio, representa 1,0 percentual na inflação ao longo do ano. - Estamos crescendo menos que o mundo - disparou.
O economista informa que 60% dos brasileiros têm até o primeiro grau completo, ou seja, 2/3% da força de trabalho tem apenas o 1o. grau completo. Ele citou as capas da revista The Economist. A primeira mostra o Brasil decola com a descoberta do pré-sal. Já a segunda capa mostra em decaída, mostrando um cenário sombrio que os estrangeiros estão vendo na economia brasileira. - Se não temos investimentos públicos, isso mostra que até 2018, teremos déficits importantes -, foi taxativo, acrescentando que a ideia é investir em setores da tecnologia e gerar a difusão tecnológica. Ele exemplica que a China é o país que mais importa produtos intensivos em tecnologia. - Nossos crescimento é baixo e instável, revela. Nos últimos 15 anos, tivemos cinco recessões. Já os Estados Unidos  teve apenas duas recessões neste mesmo período, informou.
- A pior coisa para um presidente em ano eleitoral, é o aumento dos preços, dispara.  O economista observa a necessidade de mudar a política fiscal e política cambial, pois os gastos se expandem acima da arrecadação. Disse ainda que a taxa de câmbio se desvalorizou 20% ao ano. O economista observa que o Brasil precisa urgentemente mudar a Reforma Tributária e a Reforma Trabalhista, com grande carga de impostos trabalhistas e em outras áreas. Ele explica que os gastos não têm aumentado acima da arrecadação e é preciso manter o superávit primário acima de 3% do PIB, para não afastar mais investidores internacionais. Disse também que os alimentos hoje são os grandes vilões, com nossa inflação mais alta. (VALÉRIA REIS). Foto: Ivan Andrade

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