O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, decidiu hoje (9) se
reunir com ex-chefes de Governo do país para discutir formas de
solucionar a crise política. A iniciativa foi viabilizada pelo
ex-presidente Leonid Kravchuk.
Há cerca de duas semanas, manifestações vêm sendo organizadas pela
população como forma de demonstrar insatisfação com o adiamento do
governo ucraniano em assinar um acordo preliminar de associação à União
Europeia. Ontem (8), os manifestantes chegaram a pedir a demissão de Yanukovich, em ato que reuniu cerca de 200 mil pessoas na capital do país, Kiev.
Com a intensificação da crise nos últimos dias, o secretário-geral
das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon telefonou ontem ao chefe de Governo
da Ucrânia e pediu que seja aberto o diálogo entre as partes para
tentar amenizar a tensão. De acordo com informações da ONU, o secretário
expressou sua preocupação com a situação do país e disse que o governo
não deve fazer uso de violência.
A alta representante para Relações Exteriores e Política de Segurança da União Europeia (UE), Catherine Ashton,
é esperada na Ucrânia nos próximos dias. De acordo com a porta-voz da
representante, Maya Kocijancic, a visita deverá ocorrer entre amanhã
(10) e quarta-feira (11).
Catherine Ashton deve se encontrar com o presidente, Viktor
Yanukovich, o primeiro-ministro Nikolai Azarov, líderes da oposição e
membros da sociedade civil. Ontem (8), a visita da representante do
bloco foi discutida com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel
Barroso.
Hoje, quatro centrais ferroviárias subterrâneas foram fechadas no
centro de Kiev depois de uma ameaça de bomba. A pessoa que supostamente
fez a ameaça ainda não foi identificada pelas autoridades, que estão no
local com especialistas em explosivos e cães farejadores. A sede do
governo está bloqueada por manifestantes, que organizaram barricadas
durante a madrugada na área central da capital. Itar Tass/ABr
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