Presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, fala sobre perspecticvas para 2014

Na coletiva de imprensa da farsul, questionado sobre 2014, o presidente do Sistema Farsul acredita que o grande desafio será construir, junto com técnicos do governo, programas que permitam a universalizção do seguro agrícola, além da instituição de um modelo de seguro que cubra a renda, e não apenas o crédito tomado. Além disso, ele afirma que a luta por melhoria na competitividade brasileira – com redução de tributos e aprimoramento da logística e infraestrutura – deve continuar. Ao mesmo tempo, o Sistema Farsul, especialmente por meio do Senar-RS, continuará promovendo a adoção da agricultura de precisão, da irrigação e de outras tecnologias importantes para melhorar o desempenho da atividade. Segundo Pereira, vice-presidente da Farsul, o Estado deve dobrar em três anos a área irrigada.
Outro assunto que seguirá no foco da Federação é a questão fundiária, disse Sperotto. As desapropriações de áreas para criação de reservas indígenas e de remanescentes de quilombolas geram conflito no campo e preocupam a Farsul. “A Funai tem em vista mais de 30 áreas para desapropriar no Estado. São cerca de 100 mil hectares, atingindo 4.150 famílias, com significativa participação de pequenos proprietários”, explicou o presidente da Farsul.
Pecuária
Já o diretor administrativo da Farsul e presidente da Comissão de Feiras, Exposições e Remates, Francisco Schardong, festejou os bons resultados da temporada de comercialização de bovinos na primavera, que registrou R$ 59,1 milhões em vendas – cerca de 30% mais do que no ano anterior. “Foi a melhor temporada dos últimos 10 anos. A pecuária vem acompanhando a agricultura, como demonstrado pelos preços de rústicos nas feiras”, disse Schardong.
Leite
Segundo o diretor financeiro e presidente da Comissão do Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, as notícias durante o ano foram positivas para o a pecuária leiteira. Para ele, a qualidade do leite produzido no Estado é comparável com o de países europeus, o que aumenta o potencial exportador. “Mais de 70% do que produzimos é consumido fora do Estado. Há uma grande possibilidade de sermos exportadores para o mercado internacional”, diz Rodrigues. Para ele, o desafio para o próximo ano é a adaptação dos produtores à IN 62, com padrões de qualidade do leite, e o estabelecimento de um programa que permita remuneração pela qualidade superior do leite.
Senar-RS
O superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl, apresentou o balanço de 2013 da instituição, que atendeu a um número recorde de 107,3 mil pessos no ano. Para 2014, um dos destaque será o projeto piloto de desenvolvimento da pecuária leiteira, com acompanhamento de propriedades por 18 meses. A orientação de produtores para preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve ser outro foco da instituição. Sperotto, que também preside o Conselho Administrativo do Senar-RS, ainda informou que técnicos da estão sendo treinados para dar informações sobre a ameaça da lagarta Helicoverpa armigera nas lavouras. E crescentou: “é possível para o Estado ter a meta não apenas de combater, mas, sim, de erradicar a praga, seguindo exemplo da Austrália, se necessário”, ressaltou.
Foto: Tiago Francisco/Farsul 
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