As votações de projetos mais polêmicos como as reformas política e
tributária não deverão ocorrer este ano na Câmara dos Deputados. Na
opinião do vice-presidente da Casa, deputado André Vargas (PT-PR), o
acúmulo de eventos de grande porte, como eleições e Copa do Mundo,
prejudicará a análise de projetos que não sejam consensuais.
Segundo Vargas, isso não significa que o Congresso ficará parado, mas
que haverá “dificuldade para organizar a pauta”. “Não é um problema de
tempo, é uma questão de intensidade, de não trazer a pressão eleitoral
para cá. Tem temas que não foram votados em dez anos, não vai ser agora
que eles terão que ser votados”, avaliou o vice-presidente.
Ainda na opinião dele, projetos com grande impacto orçamentário para a
União e os estados também devem ser evitados em 2014, pois tendem a
gerar tensão por parte dos governos de estados atingidos, além da
possibilidade de que sejam utilizados na briga eleitoral.
“O que nós queremos é evitar assuntos que atinjam o próximo governo.
Porque nós vamos votar coisas aqui que vão atingir um governo que nós
ainda nem sabemos de quem vai ser. Então temos que ter muito cuidado com
projetos que têm grande impacto orçamentário ou de perda de
arrecadação”, analisou.
O Congresso Nacional retoma os trabalhos a partir do próximo dia 4. A
tendência é que a partir de julho, quando o próximo recesso está
previsto, os parlamentares entrem no chamado recesso branco, quando saem
para campanha eleitoral e só voltam a trabalhar normalmente depois do
segundo turno. ABr
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