
O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli falou para jornalistas durante coletiva nesta terça-feira, no Hotel Plaza São Rafael. Manteli observa que apesar das mudanças das expectativas da economia mundial, os empreendedores do setor portuário continuarão investindo na ampliação dos atuais terminais e na construção de novos, embora em menor escala, para acompanhar o crescimento projetado de 5% das cargas que serão movimentadas nos portos do País em 2009, incluindo a exportação e a importação de mercadorias. Segundo ele, as previsões iniciais de investimentos dos associados da ABTP, projetadas no início de 2008, para os próximos cinco anos, totalizando em torno de R$ 20 bilhões, em função da crise e da indefinição dos marcos regulatórios do setor, deverão sofrer uma redução em cerca de 20%, segundo avaliações preliminares da entidade. Manteli afirma ainda que vem mantendo contatos com a Secretaria Especial de Portos – SEP – e com a agência reguladora do setor portuário (ANTAQ) alertando para a urgência das definições dos marcos regulatórios, pendentes de resoluções normativas do órgão; dos ajustes de contratos de exploração de terminais e áreas portuárias, cujos prazos estão vencendo; e da realização de licitações de terminais públicos. Outra preocupação é com o atraso do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, notadamente no que diz respeito à execução de obras nos acessos aquaviários (dragagem) cujos investimentos estão previstos na ordem de R$ 1,2 bilhão. Segundo Manteli, os investimentos na infra-estrutura de acessos aos portos (de responsabilidade do governo federal) devem acompanhar os aportes de recursos privados realizados na superestrutura portuária. Na mesma oportunidade, o presidente da ABTP analisará os números do movimento portuário gaúcho e brasileiro durante o ano passado e as perspectivas para 2009. Outros temas são a efetiva continuação das obras de ampliação dos molhes do porto de Rio Grande; o aprofundamento do canal de acesso ao porto para 60 pés ; necessidade de melhorias nas hidrovias do RS como instrumento de catalisação de empreendimentos produtivos e de logística e para ofertar um transporte mais competitivo; e a construção da nova ponte sobre o Guaíba, já que a travessia atual está prejudicando a navegação na área. Foto: Reprodução/EI
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