quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Itália - Foto: Getty Images

Terremoto na Itália - Foto: EPA

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tália - Foto: Ansa via AP

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Terremoto na Itália - Foto: Ansa via AP

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Terremoto na Itália - Foto: Reuters

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Meirelles: ainda não há decisão sobre aumento de impostos

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, encerrou hoje (24) audiência pública na Câmara dos Deputados sem deixar claro se poderá haver aumento de impostos para cumprir a meta fiscal de 2017. Segundo ele, o governo vai apresentar a proposta para o Orçamento da União de 2017 no início da próxima semana, quando o assunto “será decidido de forma definitiva”. “No momento, não há uma definição final sobre isso. Até o momento, não se configurou ainda esta necessidade, mas não fechamos ainda a proposta orçamentária”, disse.
Meirelles voltou a destacar que a carga tributária no Brasil está muito elevada e que, no momento de recessão na economia brasileira, deve-se evitar o aumento de impostos. Ele ressaltou que a equipe econômica está trabalhando no corte de despesas e na avaliação de todos os programas, em um momento de economia em contração. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem.
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o deputado Danilo Fortes, e o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, participam de audiência pública da Comissão Especial sobre Novo Regime Fiscal (P
Henrique Meirelles, o deputado Danilo Fortes e  Dyogo OliveiraMarcelo Camargo/ABr
“O que eu tenho dito, no entanto, é que a prioridade é o ajuste fiscal. É a meta de déficit primário do ano que vem e esta será cumprida, como será cumprida a meta deste ano. Isso que é o prioritário e o que for necessário será feito”, disse Meirelles.
Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda afirmou que a não aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece teto para o crescimento das despesas significará o aumento da dívida pública, com aumento de impostos, dos juros estruturais, levando o Estado brasileiro a dificuldades no seu financiamento. “Outras medidas menos benéficas teriam que ser contempladas. Acho a aprovação da PEC o mais eficiente. Devemos trabalhar para melhorar a qualidade dos gastos”, acrescentou.
O ministro disse ainda que o ajuste é para todos e não para determinado segmentos, já que existirá um teto para todas as despesas, inclusive subsídios empresariais ou financiamentos do Tesouro. “A restrição é para todas as despesas que impactem o resultado primário. É uma restrição à evolução [das despesas]”, explicou.
Sobre o tempo estabelecido na proposta, Meirelles destacou que é importante adotar o tempo suficiente para que a dívida pública se estabilize até começar a cair. Segundo ele, se for por um tempo curto vai gerar incertezas. Se colocar de forma que possa prejudicar o crescimento não sustentável, gerará dúvidas, afirmou.

 

Meirelles participou de audiência na Comissão Especial sobre Novo Regime Fiscal, na Câmara dos Deputados. Os parlamentares analisam a PEC que estabelecerá um teto para o crescimento das despesas públicas, limitado à inflação do ano anterior. Na audiência, que durou mais de quatro horas, o ministro defendeu a aprovação da PEC como forma de reverter a trajetória insustentável da dívida, além de destacar outras medidas fiscais importantes para o país voltar a crescer, também solucionando as questões fiscais permanentemente.
“Estamos abrindo hoje o debate. Estamos começando um bom debate. Está no momento do Brasil discutir essas questões”, disse o ministro. Meirelles destacou que a economia dá sinais de reação e que a recuperação poderá ser rápida.
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante audiência pública da Comissão Especial sobre Novo Regime Fiscal (PEC 241/16), na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles Marcelo Camargo/ABrl
Meirelles afirmou que o piso para as áreas de saúde e educação, uma das preocupações dos parlamentares, deve ser corrigido pela inflação em vez de ser vinculado a um percentual das receitas como é atualmente. Segundo ele, como é feito hoje as vinculações nem sempre são eficientes e a atual regra não protege esses setores em momento de crise.
Meirelles também disse que os pobres são os mais prejudicados com a crise econômica e destacou que o governo não pode resolver o problema do déficit e da dívida simplesmente por meio de aumento de impostos, porque a carga tributária já cresceu muito nos últimos anos e está entre as mais altas do mundo.
Meirelles participou da audiência acompanhado do ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Henrique, que fez um alerta sobre o descontrole das despesas  públicas do país que, segundo ele, crescem sem parar. Ele lembrou que, mesmo com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o crescimento das despesas públicas, limitado à inflação do ano anterior, a dívida continuará crescendo durante alguns anos, porque os ajustes que serão feitos não terão resultados automáticos.
Meirelles disse que o maior problema econômico do país é interno, provocado pelo descontrole fiscal que levou à maior crise de sua história. Ele voltou criticou as “políticas de expansão fiscal e de desonerações seletivas”. Destacou que a recuperação da confiança na estabilidade da dívida pública será importante para a recuperação da economia com redução das taxas de juros, entre outras consequências.
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Dyogo Henrique de Oliveira encerrou a audiência lembrando que, após 2008, houve a necessidade de expandir o gasto público, mas a convicção é que a situação agora é diferente de um cenário claro do descontrole das despesas públicas e da situação fiscal do país. “Não há como um economista fazer uma projeção hoje e dizer como estará a dívida no futuro”, destacou.
O ministro interino informou que o governo está fazendo novos levantamentos nos programas sociais e, por meio do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), por exemplo, criará novos mecanismos com uma "chave única" para fazer o controle de gastos e cancelar benefícios irregulares.ABr

Mercosul se reúne em Montevidéu para tentar resolver impasse com Venezuela

Representantes dos países do Mercosul se reuniram hoje (23) para tentar resolver o impasse criado pela transferência da presidência temporária do bloco, que deveria estar sob comando da Venezuela. Delegados do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai se encontraram em Montevidéu para discutir possíveis soluções à crise. As informações são da agência de notícias Ansa.
É a segunda reunião neste mês para abordar o tema, mas as propostas precisam ser levadas aos ministros das Relações Exteriores de cada país-membro. O impasse começou quando Brasil, Paraguai e Argentina se posicionaram contra a transferência da presidência do Mercosul para a Venezuela, cujo mandato corresponde ao segundo semestre de 2016.
Oficialmente, os países acusam o governo venezuelano de não cumprir todos os requisitos de adesão ao bloco, mas, nos bastidores, o trio também demonstra descontentamento com a situação dos presos políticos na Venezuela. No último dia 12, completou-se o prazo de quatro anos dado a Caracas para se adequar às normas do Mercosul.
O Uruguai deveria entregar a presidência à Venezuela no fim de julho, mas, sem um acordo, seu mandato terminou e nenhum país assumiu o posto, provocando um vácuo político inédito. Sem Presidência, o bloco fica imbolizado e incapaz de tomar qualquer decisão regional. (Ansa)

Primeiro-ministro da Itália confirma 120 mortos e 368 feridos durante terremoto

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou que o terremoto de 6,2 gaus que atingiu a zona central do país nesta madrugada "deixou ao menos 120 mortos". A Defesa Civil italiana informou que, do total de mortes, 86 foram registradas em Accumoli e Amatrice e as outras 34 em Arquata. As informações são da Agência Ansa.
"Os feridos foram levados para fora de Amatrice e Accumoli em helicópteros e ambulâncias. Foram 368 somente nesta manhã", informou Renzi. "Há alguns problemas para o reconhecimento dos corpos, mas estamos trabalhando nisso".
Renzi fez a declaração em Rieti, uma das províncias mais afetadas pelo abalo sísmico, onde o premier também destacou que será preciso um "longo período de gestão" para lidar com a emergência provocada pelo terremoto. "A emergência demandará um longo período de gestão. Deveremos estar todos à altura deste desafio", disse.
Foto de divulgação do Chigi Palace mostra o primeiro-ministro Matteo Renzi com alguns dos bombeiros e voluntários que trabalham na busca por pessoas, após o terremoto de 6,2 graus na escala Richter em Amatrice, regi
Foto de divulgação do Chigi Palace mostra o primeiro-ministro Matteo Renzi com alguns dos bombeiros e voluntários que trabalham na busca por pessoas, após o terremoto de 6,2 graus na escala Richter em Amatrice, região central da ItáliaTiberio Barchielli/Chigi Palace/divulgação/Agência Lusa/direitos reservados(Ansa)
 

Impeachment: começam as inscrições de senadores para questionar testemunhas

Foram abertas às 9h da manhã desta quarta-feira (24) as inscrições para os senadores que desejam fazer perguntas às testemunhas de defesa e acusação que serão ouvidas a partir de amanhã no julgamento final da presidenta afastada, Dilma Rousseff. No total, oito testemunhas serão ouvidas, duas de acusação, que abriu mão de indicar mais nomes, e seis de defesa.
Nesta quinta-feira (25) quatro delas serão ouvidas e na sexta (26) as outras quatro. As inscrições feitas hoje só valem para a sessão de amanhã, quando serão ouvidos o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira e o auditor de fiscalização do TCU, Antonio Carlos Carvalho, pela acusação. Em seguida serão ouvidos o economista Luiz Gonzaga Belluzzo e o professor de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Prado, pela defesa.
O presidente da sessão, ministro Ricardo Lewandowski é o primeiro a inquirir as testemunhas. Em seguida, os senadores têm seis minutos cada para fazer perguntas. Os advogados de acusação e de defesa têm 10 minutos cada. De acordo com o rito estabelecido, essa fase deve terminar até a madrugada de sábado. Para facilitar os trabalhos serão ouvidas quatro testemunhas por dia.
Já na primeira hora de inscrição, oito senadores, entre eles Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Vanessa Grazzition (PcdoB–AM) e Fernando Bezerra Coelho (PSB - PE), haviam se inscrito para garantir a fala já no início da sessão.
Segurança
A partir de hoje, as testemunhas entram no confinamento no Grand Bittar Hotel, um cinco estrelas a cerca de três quilômetros do Congresso Nacional. Hospedadas em quartos separados, elas estarão incomunicáveis, proibidas de conversar entre si e sem acesso a TV, telefone ou internet.
O isolamento das testemunhas, que deve terminar somente no sábado (27), foi adotado pelo Senado porque o rito do impeachment se baseia no Código de Processo Penal.ABr

Renan marca votação do reajuste dos ministros do STF para 6 de setembro

A votação do reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no plenário do Senado será no dia 6 de setembro, semana seguinte à conclusão do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. A informação foi dada hoje (24) pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que disse que, junto com o presidente da República interino, Michel Temer, firmou esse compromisso com o Judiciário.
Perguntado se o momento atual da economia brasileira permite um reajuste com um efeito cascata tão grande na União e nos estados, Renan minimizou o impacto. “A repercussão é pequena, não afeta o equilíbrio fiscal. O Brasil está funcionando, as instituições estão funcionando, os Poderes têm uma relação harmônica, mas independente, mas não significa dizer que nós vamos compartilhar o entendimento de que problema fiscal do Brasil é em função do reajuste do Poder Judiciário. Isso é uma pequenez, que restringe muito a discussão e não dá para concordar com ela”, disse. Segundo Renan, em 2016, o impacto será de R$ 200 milhões.

 

Resistências
O presidente do Senado também reconheceu que o tema enfrenta resistências e divide parlamentares de siglas como PMDB, PSDB e DEM, que apoiam o governo Temer. Tucanos e democratas não concordam com o reajuste. “Há uma resistência, ela é natural. Eu lamento que essa resistência não tenha acontecido quando o Congresso aprovou o reajuste do Judiciário como um todo e de outras carreiras”, criticou.
Tramitação
O projeto que reajusta os vencimentos de ministros do STF ainda está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Para agilizar a votação, há um requerimento de urgência, com assinaturas coletadas pelo PMDB, que pode levar o tema direto ao plenário. Para evitar mais desgastes na base governista, Renan disse que não colocará o requerimento em votação antes do impeachment. Na CAE, a discussão da proposta foi interrompida ontem (23) por um pedido de vista coletivo (mais tempo para analisar a proposta), encabeçado pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO).
O texto em discussão eleva os subsídios mensais dos ministros em 16,38%, dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 36,7 mil, a partir de 1º de junho de 2016, passando a R$ 39,2 mil a partir de janeiro de 2017.ABr

TCU dá mais 15 dias para Dilma apresentar defesa sobre contas de 2015

 O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou hoje (24) uma nova prorrogação de prazo para que a presidenta afastada Dilma Rousseff apresente sua defesa sobre os questionamentos a respeito das contas do governo de 2015. O prazo, que já tinha sido prorrogado anteriormente, terminou ontem (23), mas a defesa de Dilma pediu mais tempo para a apresentação da documentação, que agora deverá ser entregue até o dia 8 de setembro. Segundo o TCU, não haverá nova prorrogação.

Em junho, os ministros aprovaram por unanimidade o relatório do ministro José Múcio sobre as contas de 2015, que aponta a repetição de irregularidades constatadas nas contas de 2014, como as operações de crédito com bancos públicos. Ao todo, foram apresentados 19 questionamentos pelo TCU e mais cinco pelo Ministério Público.
No ano passado, o TCU recomendou a rejeição das contas de Dilma de 2014, principalmente por causa da constatação de atrasos no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, referentes a despesas com programas sociais do governo, o que configuraria operação de crédito. Outro ponto apontado foram os decretos envolvendo créditos suplementares assinados pela presidenta sem autorização do Congresso Nacional. Esses dois pontos foram a base para a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. ABr

Relator de projeto anticorrupção sugere que Gilmar ponha a "mão na consciência"

Relator do projeto que reúne medidas de combate à corrupção (PL 4850/16), o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), rebateu hoje (24) as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que criticou a proposta. O parlamentar sugeriu que o magistrado coloque a “mão na consciência e faça uma reflexão muito séria” sobre a situação do país. ““Nestes tempos difíceis em que vive o Brasil, a gente espera equilíbrio principalmente do STF, mas o STF hoje parece que passou a gostar da luz das câmeras”, afirmou.
Citando o movimento apoiado pela população italiana – a Operação Mãos Limpas –, no mesmo sentido do projeto, Lorenzoni afirmou que o atual sistema jurídico transformou o Brasil em “horror de corrupção”. Nas declarações feitas durante audiência pública da comissão especial que analisa o texto enviado pelo Ministério Público, com o apoio de 2 milhões de assinaturas, o relator ainda elogiou o trabalho do juiz Sérgio Moro e do coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, e atribuiu às investigações o movimento que deu corpo às 10 medidas incluídas na proposta.
“O Parlamento tem inúmeros defeitos, mas tudo que foi produzido aqui a partir de iniciativa popular melhorou o sistema. Alguém tem dúvida em relação à Lei da Ficha Limpa?”, provocou. Mendes criticou diretamente o texto que classificou como “delírio” e atacou pontos como o que flexibiliza a possibilidade do uso de provas obtidas fora das regras definidas pela lei. “Veja as 10 propostas que apresentaram. Uma delas que diz que prova ilícita feita de boa-fé deve ser validada. Quem faz uma proposta dessa não conhece nada de um sistema”, disse.

 

Os debates  travados por juízes e advogados na comissão especial têm revelado pontos de impasse em relação ao texto. Esses pontos vão além do uso de provas obtidas de maneira ilícita em determinadas situações. Na audiência de hoje (24), o procurador da República Hélio Telho, também rebateu Mendes. “Numa operação policial você tem alguns agentes que conhecem o caso, mas, em muitos casos, o policial que vai cumprir o mandado não conhece o assunto. Ele entra no endereço errado e encontra provas de crimes que não têm nada a ver com o que está sendo investigado. Pelas regras atuais, esta prova é ilícita. Nos Estados Unidos, [a Justiça] já admite”, exemplificou.
Telho ainda afirmou que o país vive hoje um “abuso” e uma “banalização” na concessão de habeas corpus e citou exemplos de casos em que o benefício foi concedido como para autorizar visitas íntimas e rescindir contrato de trabalho. Para o procurador, que integra o Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Goiás, o mecanismo só deveria ser usado em casos de prisão ilegal ou para garantir a liberdade de pessoas presas injustamente. Nos demais casos, Telho ainda sugere mudanças nas regras para concessão.
“Deve ser por decisão colegiada e não por liminar, e após o contraditório e todo o processo legal. Às vezes um habeas corpus tranca uma ação penal. O que a gente propõe é que seja ouvido o promotor da causa para apresentar argumentos para que o tribunal tome decisão mais embasada no que está acontecendo”, afirmou.
O juiz federal da 5ª Vara Federal, Anderson Furlan Freire da Silva, também defendeu pontos do texto, destacando a necessidade de criminalização do enriquecimento ilícito.
“Não estamos pregando o aumento de pena para o ladrão de galinha, o encarceramento para quem comete crime de menor potencial ofensivo, mas o que o sistema precisa mudar, que é mau exemplo, é o combate à corrupção. O mau exemplo tem que ser punido e a Lava Jato, com todos os seus problemas e por todos os seus êxitos, abriu uma oportunidade histórica de repensarmos a forma com que a corrupção tem sido combatida no Brasil”, afirmou.
Para o juiz, as medidas, se aprovadas, podem significar “a virada normativa brasileira no combate a corrupção”. O magistrado ainda citou um escândalo de desvio de recursos em Maringá (PR), na década de 90, e disse que estas medidas teriam evitado que os bens tivessem se dissipado e os criminosos teriam sido punidos.ABr

Maluf presta depoimento ao STF em investigação sobre falsidade ideológica

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (24) no Supremo Tribunal Federal (STF). O interrogatório foi conduzido por um juiz instrutor e realizado em uma sala de audiência nas dependências da Corte. O depoimento foi fechado.
A oitiva do parlamentar foi determinada pelo ministro Luiz Fux, no início deste mês. O ministro é o relator de uma ação penal que tramita na Corte contra o deputado.
Em setembro do ano passado, a 1ª Turma do STF abriu uma ação penal contra Maluf pelo crime de falsidade ideológica. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o deputado omitiu gastos na prestação de contas da eleição de 2010. A denúncia contra o parlamentar aponta que despesas de Maluf de quase R$ 170 mil foram pagas por uma empresa que pertence à família do parlamentar, a Eucatex. Os gastos não teriam sido declarados e, de acordo com as apurações, outra empresa, a Artzac, prestou serviços à Eucatex, mas com destinação para a campanha do deputado.ABr

Brasília


Brasília - A Comissão Especial de Combate à Corrupção promove audiência pública, na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/ABr)

Brasília


Brasília - Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e o interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, participam de audiência pública da Comissão Especial sobre Novo Regime Fiscal (PEC 241/16), na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/ABr

Brasília


Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante audiência pública da Comissão Especial sobre Novo Regime Fiscal (PEC 241/16), na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/ABr

Brasília


Brasília - O Advogado-geral da União, Fábio Medina, os presidentes Renan Calheiros, do Senado, e Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, durante lançamento da Cartilha Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2016, no Senado (Marcelo Camargo/ABr

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Temer almoça hoje com deputados para ajustar votação de projetos prioritários

O presidente interino, Michel Temer, pedirá hoje (22)  aos líderes da base aliada na Câmara que redobrem esforços para que a Casa avance em projetos considerados prioritários para o Palácio do Planalto. Um deles é o que trata da renegociação da dívida dos estados (PLP 257/16) que já teve o texto principal aprovado, mas ainda precisa apreciar quarto destaques para ser concluído.
Temer vai participar de almoço na residência oficial da Câmara, marcado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, para tentar afinar a posição dos aliados. O encontro foi fixado para anteceder a reunião do Colégio de Líderes, que terá a participação dos outros partidos, a partir das 15h, na Câmara. A sessão de votação está marcada para às 16h.
Esforço concentrado

Em função das eleições municipais de outubro, os deputados acordaram um calendário especial com previsão de esforços concentrados em poucas semanas. Além dos dias 22 e 23, haverá outras sessões nos dias 29 e 30 deste mês e, depois, somente 12 e 13 de setembro.

Além dos destaques ao projeto da renegociação das dívidas, que governistas acreditam vencer rapidamente por terem sido apresentados pela oposição com menos força para aprovar mudanças, a Câmara ainda tem que apreciar oito medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta.

Três delas tratam de abertura de créditos orçamentários (722, 730 e 736, todas de 2016), outras duas (726 e 728) versam sobre pontos da reforma administrativa de Temer e a MP 723 prorroga por três anos o Programa Mais Médicos. As MPs só começam a ser deliberadas depois da sessão do Congresso Nacional, marcada para às 11h desta terça-feira (23), para votar vetos presidenciais a matérias aprovadas pelo Legislativo.
Se os deputados conseguirem deliberar sobre as oito medidas, a pauta fica liberada para analisar o projeto de lei (4.567/16) que trata do regime de partilha do Pré-Sal, redefinindo o papel da Petrobras na condução dos processos de contratos e operação.ABr

Em almoço com Temer, líderes partidários garantem apoio em votações na Câmara

Líderes partidários da base aliada disseram ao presidente interino Michel Temer que há um esforço para rejeitar, na votação da Câmara marcada para hoje (22), os três destaques apresentados pelo PT ao projeto que trata da renegociação da dívida dos estados. Os partidos asseguraram o apoio ao governo durante almoço organizado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em sua residência oficial.
O encontro precedeu a reunião do Colégio de Líderes, onde a oposição também sentará à mesa para discutir a pauta da semana. “Vamos trabalhar com aprovação do projeto na sua forma original”, disse o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, porta-voz da reunião. 
Uma das mudanças no projeto defendida pelo PT é a participação maior das regiões Norte e Nordeste na parcela do Fundo de Participação dos Estados, já que consideram que os estados do Sul e Sudeste acabaram mais beneficiados com o prolongamento do prazo para quitar seus débitos com a União. No entanto, segundo Geddel, o governo não vai mudar esse ponto na proposta.
“Na semana passada o presidente esteve reunido com governadores do Nordeste, Centro-Oeste e Norte que apresentaram algumas ideias e alternativas e o presidente determinou que no prazo de 15 a 20 dias a equipe econômica trouxesse uma solução que pudesse contemplar os interesses destes estados que vivem uma situação completamente distorcida e que enfrentam dificuldades reais dentro do drama que vive o Estado brasileiro”, disse o ministro, numa tentativa de tranquilizar as regiões mais afetadas pela crise.
Ao chegar à residência oficial, líderes da base aliada disseram que suas bancadas estarão presentes em peso na sessão de hoje. A expectativa dos aliados do governo é alcançar um quórum de mais de 400 deputados para conseguir derrubar os destaques da oposição.
Geddel Vieira Lima disse que após concluir a análise do projeto da dívida, o governo pretende levar à votação as medidas provisórias que estão na pauta, principalmente a que trata da prorrogação do Programa Mais Médicos. Ao todo, oito MPs trancam a pauta da Câmara e precisam ser votadas para que o governo tente emplacar outras matérias, como a proposta que altera o regime de partilha do pré-sal.
Na sessão do Congresso Nacional, marcada para as 11h de amanhã (23), o governo espera aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e concluir a apreciação de vetos.
Reajustes
Perguntado sobre possíveis reajustes salariais para o funcionalismo público federal este ano, Geddel disse que o momento é de “segurar” estas propostas. “O Brasil precisa aprovar suas reformas estruturantes, sinalizar o compromisso com combate ao déficit publico e austeridade fiscal.”ABr

Após relato falso de assalto, Speedo corta patrocínio do nadador Ryan Lochte

A empresa Speedo, dos Estados Unidos, informou hoje (22) que decidiu encerrar o patrocínio ao nadador Ryan Lochte, depois que este admitiu ter mentido para a polícia do Rio de Janeiro ao fazer um relato de que teria sido vítima de um assalto a mão armada na cidade. A Speedo Estados Unidos acrescentou que uma parte do dinheiro que seria destinado ao nadador - cerca de US$ 50 mil - será repassado para ajudar crianças pobres brasileiras, por meio da ONG Save the Children.
E outra empresa, a Ralph Lauren, que também patrocinou Lochte durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, informou hoje à rede de televisão norte-americana ABC News que não vai renovar o contrato com o nadador.
"A Speedo Estados Unidos anuncia hoje a decisão de pôr fim ao patrocínio de Ryan Lochte. Como parte dessa decisão, Speedo Estados Unidos vai doar uma parte US$ 50 mil da parte referente a Ryan Lochte para a Save the Children, um parceiro de caridade mundial da empresa-mãe da Speedo Estados Unidos, para crianças no Brasil ", disse a empresa em comunicado.
O nadador norte-americano Ryan Lochte teria sido assaltado no Rio. Comitê Rio 2016 não confirma
O nadador norte-americano Ryan Lochte perdeu patrocínio após mentir sobre assalto no Rio de JaneiroReuters/David Gray/Direitos Reservados
 
"Embora tenhamos desfrutado de uma relação vencedora com Ryan Lochte por mais de uma década e ele tem sido um membro importante da equipe Speedo, não podemos tolerar um comportamento que é contrário aos valores desta marca. Agradecemos suas realizações e temos esperança de que ele vá em frente e aprenda com esta experiência ", acrescentou a empresa.
Apoio perdido
O vice-diretor de comunicações da empresa Ralph Lauren, Ryan Lally, informou hoje que o apoio da empresa ao atleta Ryan Lochte cobre apenas o período dos Jogos Olímpicos Rio 2016. "A empresa não vai renovar seu contrato", acrescentou Lally.
Em uma recente entrevista, Ryan Lochte admitiu que usou uma "hipérbole" (exagero) ao fazer um relato de que teria sido assaltado a mão armada por bandidos disfarçados de policiais, enquanto ele estava no Rio de Janeiro para participar dos Jogos Olímpicos.
Na entrevista dada à NBC News, Ryan Lochte negou a veracidade de seu relato inicial, feito à mesma rede de televisão. No relato inicial, Ryan Lochte tinha dito que, durante os jogos, ele e três outros nadadores americanos foram detidos por homens armados depois de deixar uma festa no início da manhã e que a arma estava engatilhada e apontada para sua testa. "Isso não aconteceu", disse Lochte na entrevista.
A polícia do Rio concluiu que os eventos descritos Ryan Lochte não aconteceram. As autoridades policiais informaram que os quatro nadadores envolvidos no incidente agiram como vândalos em um banheiro de um posto de gasolina e foram confrontados por seguranças armados.
O chefe do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Scott Blackmun, anunciou no Rio, ontem (21), que uma futura medida disciplinadora sobre o caso está sendo estudada. Em entrevista, ele não especificou que medidas disciplinares seriam tomadas, mas deixou claro que estava descontente com Ryan Lochte e com os outros três nadadores. "Eles desapontaram os outros atletas, desapontaram os americanos, e desapontaram os nossos anfitriões no Rio", disse Blackmun. Abr

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Bom sábado

Reprodução/EI

Rio de Janeiro - Foto: Reuters

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Rio de Janeiro


Rio de Janeiro - O Jamaicano Usain Bolt vence prova dos 200m rasos do atletismo e leva medalha de ouro nos Jogos Rio 2016, no Estádio Olímpico (Fernando Frazão/ABr

Brasília


Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros, fala à imprensa após reunião com a presidente afastada Dilma Rousseff, no Palácio do Alvorada (Marcelo Camargo/ABr

Governo aumenta para 1,6% previsão de crescimento da economia para 2017

Os sinais de recuperação da economia levaram o governo a aumentar a previsão de crescimento para 2017. A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) passou de 1,2% para 1,6% para o próximo ano, anunciou há pouco o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Carlos Hamilton Araújo.
O diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton Araújo, comenta o Relatório Trimestral de Inflação referente ao quarto trimestre de 2014 do Banco Central.(Antônio Cruz/Agência Brasil)
Para Carlos Hamilton Araújo, a melhoria nos indicadores financeiros e os sinais de recuperação permitiram reajustar a estimativa de crescimentoArquivo/Antônio Cruz/ABr
A projeção para inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 4,8%. Os números serão usados na elaboração do projeto da Lei Orçamentária Anual de 2017, que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
Segundo o secretário, o governo só divulgará o reflexo do aumento do crescimento econômico na arrecadação federal no envio do projeto. Caso as receitas subam mais que o esperado, o governo não teria de aumentar tributos para reforçar o caixa no próximo ano e cumprir a meta de déficit primário (resultado negativo nas contas públicas desconsiderando o pagamento de juros) de R$ 139 bilhões em 2017.
De acordo com Araújo, as recentes melhorias nos indicadores financeiros e os sinais de recuperação da economia permitiram à equipe econômica reajustar a estimativa de crescimento para o próximo ano. Conforme o secretário, o país deve voltar a registrar crescimento econômico a partir do quarto trimestre deste ano.
“Em termos reais, a produção industrial cresce há quatro meses seguidos. A Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] mostrou sinais de estabilização na atividade do comércio, com crescimento de 0,1% em junho. Temos indicações de que o segundo semestre terá desempenho melhor que o primeiro. No nosso cenário base, estimamos crescimento do PIB no quarto trimestre em relação ao terceiro”, explicou o secretário.
Para 2016, a Secretaria de Política Econômica reduziu a previsão de contração do PIB de 3,1% para 3%. A projeção para o IPCA foi mantida em 7,2%.
As estimativas da equipe econômica são mais otimistas que as do mercado. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgadas pelo Banco Central, o país deve fechar 2016 com retração do PIB de 3,2% e inflação de 7,31%.
Para 2017, os analistas de mercado preveem crescimento de 1,1% no PIB e IPCA de 5,14%.ABr

Lava Jato: Moro manda empresário Adir Assad voltar para a prisão

O juiz federal Sérgio Moro determinou ontem (18) que o empresário Adir Assad, investigado na Operação Lava Jato, volte à prisão. Assad cumpre prisão domiciliar por acusações em outra investigação, a Operação Saqueador, que apura um esquema que desviou R$ 370 milhões de obras públicas feitas pela Delta Construtora.

 

Na decisão, Moro explicou que Assad não poderia ter sido solto porque há outro mandado de prisão contra ele na Lava Jato. O juiz determinou que o empresário fique preso no Rio de Janeiro, sob a custódia da Polícia Federal, até nova decisão sobre o caso.
“Aparentemente, a autoridade carcerária, ao cumprir o alvará de soltura proveniente do Superior Tribunal de Justiça e em relação à prisão preventiva decretada pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, descuidou da ordem de prisão vigente existente contra o condenado e exarada por este juízo”, disse Moro.
Na terça-feira (16), além do empresário, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar o empreiteiro Fernando Cavendish, ex-dono da Construtora Delta, e o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.ABr

Acusação pede revisão da pergunta final do julgamento do impeachment

Os advogados de acusação do processo de impeachment protocolaram hoje (18) uma petição no Senado, questionando a pergunta final que será feita aos senadores no julgamento da presidenta Dilma Rousseff. Eles alegam que alguns artigos nos quais a presidenta pode ser enquadrada não estão citados no questionamento previsto.
De acordo com roteiro divulgado esta semana pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski – que presidirá o julgamento –, após reunião com os líderes do Senado, a pergunta final que será feita aos senadores no momento que precede a votação será:
“Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidades correspondentes à tomada de empréstimo junto à instituição financeira controlada pela União (art. 11, item 3, da Lei nº 1.079/50) e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional (art. 10, item 4, e art. 11, item 2, da Lei nº 1.079/50), que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?”.
A acusação alega que o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), determinando que Dilma fosse a julgamento por crime de responsabilidade, incluía o entendimento de que ela infringiu também os itens 6 e 7 do artigo 10 da Lei 1.079/50.
O item 6 trata de “ordenar e autorizar a abertura de crédito com inobservância de prescrição legal”. E o 7 versa sobre “deixar de promover ou de ordenar na forma da lei a amortização ou a constituição de reserva para anular os efeitos de operação de crédito realizada com inobservância de limite, condição ou montante estabelecido em lei”.
“Percebe-se que a imputação do artigo, itens 6 e 7, da Lei 1.079/50 simplesmente desapareceu do quesito antes transcrito”, questionam os advogados de acusação. “Tal qual o libelo, o quesito a ser submetido ao julgamento final deve ser alicerçado no relatório aprovado pelos senhores senadores, não sendo admissível que alterações sejam feitas à revelia dos magistrados da causa”, acrescentam.
A solicitação de que a pergunta do julgamento seja alterada, incluindo os dois itens do artigo 10, será analisada por Lewandowski, que é a última instância recursal do processo. O julgamento de Dilma Rousseff começa no dia 25, com a oitiva de testemunhas, e deve ser concluído em quatro dias, sendo suspenso durante o fim de semana.ABr

TSE faz modificações para aumentar segurança nas urnas eletrônicas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou hoje (16)  que solucionou os problemas encontrados no Teste Público de Segurança 2016 feito por um grupo de investigadores nas urnas eletrônicas no início do ano. As soluções foram verificadas pelos investigadores nesta quinta-feira. Entre as alterações está a melhoria nos sistemas para a votação de eleitores com deficiência visual.
Em março deste ano, durante três dias, especialistas em informática tentaram quebrar a segurança das urnas eletrônicas. Essa foi a terceira edição do teste e o diferencial da edição deste ano é que foi a primeira depois que o tribunal aprovou uma resolução tornando os testes obrigatórios antes das eleições.
“Nesse momento nós estamos justamente no final do evento do teste que é a verificação da eficácia das ações corretivas adotadas nas fragilidades encontradas nesse teste de segurança”, disse o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giusepe Janino.
Captação de áudio
O grupo que esteve hoje no TSE é formado por integrantes da Universidade de Taubaté (SP). O teste feito por eles verificou a possibilidade de captação de áudio emitido pela urna durante o voto de pessoas com deficiência visual. Segundo o tribunal, quando uma pessoa que tem essa deficiência vai votar, ela pode fazer uso de um fone de ouvido para escutar o áudio da urna que confirma oralmente os números que a pessoa digitou.
“Percebemos que uma possibilidade seria trabalhar com o áudio da urna. Nesse caso percebemos que esse áudio poderia ser capturado no meio externo”, diz o professor de inteligência artificial da Universidade de Taubaté Luis Fernando de Almeida, que integra o grupo de investigadores. O professor diz que para que o áudio fosse captado seria necessário que alguém colocasse um dispositivo externo no equipamento.
Outro fato analisado era a possibilidade de o áudio ser ativado sem que o eleitor soubesse. “Essa violação consiste na conivência, na participação das pessoas que estão ali envolta dessa sessão de tal forma que alguém tem que colocar este dispositivo. Então existem duas coisas, na nossa visão, que são importantes. Primeiro: alguém colocar o dispositivo e as outras pessoas não perceberem ou estarem participando, e outro fator é, o áudio, quando é habilitado, o eleitor não sabe”.
Sugestões ao TSE
Depois do teste em março, o grupo fez sugestões ao TSE para resolver a vulnerabilidade. “As duas opções que falamos foi reforçar o monitoramento na urna para verificação constante se ela está intacta e ninguém colocou algum dispositivo externo que não poderia e ela ser mais transparente com relação a sua interação com o eleitor, ou seja, se porventura o mesário habilitar o áudio, ou o áudio já vier previamente habilitado, ter alguma maneira de o eleitor ficar sabendo para poder questionar. Essas foram algumas das sugestões que fizemos”, diz Almeida.
Segundo o TSE, o problema foi resolvido e, a partir de agora, o áudio da urna será ativado por meio de um código que será habilitado pelo mesário. A ativação só vai acontecer quando o eleitor que necessita fazer uso do recurso chegar à seção na qual vai votar. De acordo com informações do Tribunal, uma mensagem na tela vai informar ao eleitor que o áudio foi ativado, assim, a pessoa que não possui deficiência visual poderá verificar se o recurso foi ativado e assim informar o problema aos mesários da seção.
“A importância [do teste] é demonstrar o diferencial que o Brasil tem. É o único país do mundo que realiza um evento nessa magnitude, ou seja, abrir o seu sistema eleitoral para que eventuais hackers venham tentar quebrar as barreiras de segurança. O mais importante disso é dar a contribuição, de mostrar pontos eventuais de fragilidades e possibilitar que nós venhamos a fazer as ações corretivas”, disse Janino.ABr

Após viajar ao Rio com Temer, Renan reúne-se com Dilma nesta sexta-feira

A pouco dias do julgamento final do processo de impeachment, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai se reunir com a presidenta afastada Dilma Rousseff, nesta sexta-feira (19), às 11h. O encontro, que será no Palácio da Alvorada, estava previsto para hoje (18), mas Renan, segundo a sua assessoria de imprensa, teve de viajar de última hora para o Rio de Janeiro com o presidente em exercício Michel Temer.
A assessoria não soube informar o assunto da reunião de Dilma e Renan. O julgamento final da presidenta afastada no Senado terá início no próximo dia 25, às 9h. Ontem (17), Dilma confirmou, por meio de sua assessoria, quecomparecerá ao julgamento final do processo deimpeachment para tentar evitar o afastamento definitivo da Presidência.
Na sessão, Dilma deve responder às possíveis dúvidas de senadores e reafirmar os argumentos de defesa às acusações de ter cometido crimes de responsabilidade contra a Lei Orçamentária e a guarda e o legal emprego de recursos públicos. As denúncias foram motivadas pela publicação de três decretos presidenciais de abertura de créditos suplementares e operações com bancos públicos, em 2015.

  

Na última terça-feira (16), a presidenta afastada divulgou uma carta aos senadores e à população propondo a realização de plebiscito sobre a convocação de  eleições presidenciais antecipadas, caso permaneça no cargo.
"Estou convencida da necessidade e darei meu apoio irrestrito à convocação de um plebiscito, com o objetivo de consultar a população sobre a realização antecipada de eleições, bem como sobre a reforma política e eleitoral." Na carta, Dilma reconhece erros cometidos durante seu governo e acena com mudanças na política econômica caso retorne à Presidência.
A presidenta afastada também aborda a crise política e defende que a população decida sobre a realização de um novo pleito presidencial. “A restauração plena da democracia requer que a população decida qual o melhor caminho para melhorar a governabilidade", disse, ao ler o documento, direcionado à nação e aos senadores, durante entrevista coletiva à imprensa no Palácio da Alvorada. A presidenta afastada apenas leu o documento e não respondeu a perguntas.
No documento, intitulado Mensagem ao Senado e ao Povo Brasileiro, Dilma reafirma que não cometeu crime de responsabilidade e classifica o processo de impeachment contra ela de "golpe".  Ela diz que, caso o Senado decida pelo seu afastamento definitivo da Presidência da República, haverá "ruptura da ordem democrática baseada em um impeachment sem crime de responsabilidade".
Durante a tramitação do processo de impeachment no Senado, Renan disse que não votaria, em razão do seu cargo. O peemedebista cumpriu a palavra nas duas primeiras votações em plenário. Mas, o senador não confirmou se irá se abster no julgamento final. Um possível voto de Renan favorável à saída de Dilma é visto pelo Planalto como uma demonstração de força nesta etapa final do processo.ABr

Temer se reúne em SP com equipe econômica, líderes do governo, Maia e Renan

O presidente interino, Michel Temer, participa hoje (19) à tarde de uma reunião com a equipe econômica e com os líderes do governo no Congresso Nacional, em São Paulo, onde está desde ontem. De acordo com o Planalto, a reunião tratará de questões relativas ao Orçamento e à pauta de votação no Legislativo.
O encontro está marcada para as 15h no escritório do Ministério da Fazenda, na Avenida Paulista. A expectativa é de que a reunião conte com a presença dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; do Planejamento, Dyogo Oliveira; e da Casa Civil, Eliseu Padilha. Também devem participar os líderes do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), e na Câmara, André Moura (PSC-SE), além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Antes da reunião em São Paulo com Temer, Renan se encontra pela manhã com a presidenta afastada Dilma Rousseff em Brasília, no Palácio da Alvorada, às 11h. Apesar de oficialmente a pauta do encontro não ter sido informada, a expectativa é de que sejam discutidas questões sobre o roteiro da participação de Dilma na sessão do julgamento final do processo deimpeachment, previsto para começar no próximo dia 25, às 9h.
Na sessão, Dilma deve responder às possíveis dúvidas de senadores e reafirmar os argumentos de defesa às acusações de ter cometido crimes de responsabilidade contra a Lei Orçamentária.ABr

Teori libera denúncia contra Gleisi e Paulo Bernardo para julgamento pelo STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, liberou para a pauta de julgamento da Segunda Turma do STF a denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em um inquérito da Operação Lava Jato, contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o marido dela, o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A liberação da denúncia para a pauta foi registrada ontem (18) no andamento processual do STF.
Além da senadora e do ex- ministro, faz parte da denúncia também o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, que seria ligado ao casal. Os três foram denunciados ao STF em maio deste ano e são acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente receberem R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Segundo delatores da Lava Jato, o valor é oriundo de desvios de contratos da Petrobras.
Delações
A senadora e o ex-ministro foram citados nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Já Ernesto Kugler foi citado por outro delator, Antônio Carlos Pieruccini, que afirmou, em depoimento, que o dinheiro foi transportado, em espécie, de São Paulo para Curitiba, em quatro viagens e que teria sido entregue por Kugler.
Caso a denúncia seja recebida pelos ministros, os denunciados passam à condição de réus na ação. A data para julgamento ainda não foi definida. Na época que a denúncia foi apresentada ao STF, a defesa da senadora e do ex-ministro disse que o documento era “frágil” e merecia ser derrubado pelo Supremo.
Em julho deste ano, a  Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo urgência no julgamento da ação. Na manifestação que foi enviada ao Supremo, a procuradoria diz que há provas evidentes de crimes. Já a defesa da senadora alegou que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada.ABr

TSE contabiliza mais de 503.200 candidatos para as eleições municipais de 2016

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já soma mais de 503.200 candidatos registrados para disputar as eleições deste ano. As eleições municipais serão realizadas em outubro para os cargos de prefeito, vice-prefeito e também de vereador.

De acordo com os dados do Tribunal, o número de candidatos a prefeitos que apresentaram o registro de candidatura até agora chega a 17 mil. Para o cargo de vice-prefeito, a quantidade chega a pouco mais de 17 mil candidatos. Já para vereador já são mais de 469.200 candidatos.
O estado de São Paulo tem 85.811 mil registros para os três cargos até o momento. Em segundo lugar, em número total de registros, está Minas Gerais com 80.800. O estado com a menor quantidade de registros, até o momento, é Roraima, com 1.813. ABr

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Boa sexta-feira

Reprodução/EI

Terceira edição do Sumário Genômico será lançada na Expointer

Publicação da Conexão Delta G em parceria com outras entidades apresenta resultados do programa de seleção para resistência ao carrapato
 
Na quarta-feira, dia 31 de agosto, durante a Expointer, será lançada mais uma edição do Sumário Genômico de Touros Hereford e Braford da Conexão Delta G. A publicação, realizada em parceria da entidade com a Embrapa e a GenSys Consultores Associados, com apoio da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), chega ao seu terceiro volume e vai apresentar ao público a listagem e ranqueamento de touros pais com avaliação genômica para resistência a carrapatos.
 
Segundo o presidente da Conexão Delta G, Eduardo Eichenberg, o Sumário Genômico para resistência ao carrapato de touros das raças Hereford e Braford é resultado de um projeto inédito no mundo. "É uma publicação única, que permite aos usuários da genética Hereford e Braford identificar touros, dentre os disponíveis no mercado, que sejam menos suscetíveis a infestação por carrapatos", explica.
 
O dirigente lembra que a publicação é mais uma ferramenta para o criador que utiliza a genética das raças Hereford e Braford. Além dos critérios normalmente empregados na escolha do sêmen a ser adquirido, como avaliações genéticas de desempenho e informações de genealogia, os criadores podem, com o Sumário Genômico, identificar e utilizar touros mais resistentes ao carrapato. "Com isso os produtores podem produzir, a longo prazo, animais cada vez mais resistentes a esse ectoparasita que tantos prejuízos causa na pecuária gaúcha e nacional", observa.
 
Eichenberg lembra que hoje, com quatro mil produtos genotipados, esta terceira edição possui uma maior e mais consistente base de dados, permitindo identificar os touros mais resistentes com maior precisão. O presidente da Conexão Delta G reforça ainda que além da Diferença Esperada na Progênie Genômica (DEPGs) para resistência ao carrapato, são informadas também DEPGs para pigmentação ocular, comprimento do pelo e caracterização racial, de modo a identificar animais mais adaptados às condições ambientais nas quais é desenvolvida a pecuária brasileira.
 
O evento será realizado na sede da Embrapa no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a partir das 18h30mindes apresenta resultados do programa de seleção para resistência ao carrapato
 
Na quarta-feira, dia 31 de agosto, durante a Expointer, será lançada mais uma edição do Sumário Genômico de Touros Hereford e Braford da Conexão Delta G. A publicação, realizada em parceria da entidade com a Embrapa e a GenSys Consultores Associados, com apoio da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), chega ao seu terceiro volume e vai apresentar ao público a listagem e ranqueamento de touros pais com avaliação genômica para resistência a carrapatos.
 
Segundo o presidente da Conexão Delta G, Eduardo Eichenberg, o Sumário Genômico para resistência ao carrapato de touros das raças Hereford e Braford é resultado de um projeto inédito no mundo. "É uma publicação única, que permite aos usuários da genética Hereford e Braford identificar touros, dentre os disponíveis no mercado, que sejam menos suscetíveis a infestação por carrapatos", explica.
 
O dirigente lembra que a publicação é mais uma ferramenta para o criador que utiliza a genética das raças Hereford e Braford. Além dos critérios normalmente empregados na escolha do sêmen a ser adquirido, como avaliações genéticas de desempenho e informações de genealogia, os criadores podem, com o Sumário Genômico, identificar e utilizar touros mais resistentes ao carrapato. "Com isso os produtores podem produzir, a longo prazo, animais cada vez mais resistentes a esse ectoparasita que tantos prejuízos causa na pecuária gaúcha e nacional", observa.
 
Eichenberg lembra que hoje, com quatro mil produtos genotipados, esta terceira edição possui uma maior e mais consistente base de dados, permitindo identificar os touros mais resistentes com maior precisão. O presidente da Conexão Delta G reforça ainda que além da Diferença Esperada na Progênie Genômica (DEPGs) para resistência ao carrapato, são informadas também DEPGs para pigmentação ocular, comprimento do pelo e caracterização racial, de modo a identificar animais mais adaptados às condições ambientais nas quais é desenvolvida a pecuária brasileira.
 
 

Bumlai depõe sobre sítio em Atibaia investigado na Lava Jato e que seria de Lula

O pecuarista José Carlos Bumlai prestou depoimento hoje (17) na sede da Polícia Federal em São Paulo, sobre sua participação na reforma do sítio em Atibaia investigado na Operação Lava Jato como sendo de propriedade do ex-presidente Lula. Bumlai saiu acompanhado de sua advogada Daniela Meggiolaro, mas, segundo ela, eles não poderiam dar detalhes do depoimento porque a investigação corre sob segredo de justiça.
“[Depoimento] foi muito simples, sobre a participação dele na reforma do sítio, que foi muito pequena”, disse a advogada. Segundo ela,  Bumlai respondeu às perguntas “como sempre fez. Desde que foi preso, ele só tem dado demonstrações de que pretende oferecer o maior número de detalhes e informações sobre qualquer participação dele nos fatos que são apurados na Operação Lava Jato”, acrescentou Daniela.

 

Os advogados de Bumlai ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de habeas corpus para evitar que ele retorne à prisão. O pecuarista está, atualmente, em prisão domiciliar para tratamento de um câncer na bexiga e de problemas cardíacos. Na semana passada, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou que Bumlai se apresente à Polícia Federal (PF), no próximo dia 23, para que seja novamente levado para o Complexo Médico Penal da capital paranaense.
A mulher de Lula, Marisa Letícia, e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, não compareceram ontem (16) ao depoimento marcado pela Polícia Federal de Curitiba. O advogado do ex-presidente Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, disse, na ocasião, em entrevista coletiva na capital paulista, que o não comparecimento dos dois ao depoimento foi apenas o exercício de um direito previsto na Constituição.
O depoimento estava marcado para as 10h de ontem na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo e fazia parte da Operação Lava Jato. Na ocasião, seria abordada a questão das reformas feitas no sítio em Atibaia, cuja propriedade é atribuída a Lula. Segundo o inquérito, as reformas teriam sido feitas com recursos desviados da Petrobras.ABr

Conselho de Ética define relatores de processos contra Jean Wyllys e Bolsonaro

O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PR-BA), designou hoje (17) os relatores dosxprocessos por suposta quebra de decoro parlamentar pelos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Wladimir Costa (SD-PA) e Laerte Bessa (PR-DF). Os quatro processos serão os primeiros na pauta do órgão depois que o colegiado aprovou o pedido de cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deve ser votado em plenário no dia 12 de setembro.

Bolsonaro é alvo de processo por uma homenagem ao torturador Brilhante Ustra durante a sessão da Câmara que aprovou a admissibilidade do pedido de impeachment contra a agora presidenta afastada Dilma Rousseff. Para a relatoria do caso o escolhido foi o deputado Odorico Monteiro (PROS-CE), em detrimento de dois deputados do PT, sorteados antes. A escolha de Monteiro ocorreu após o primeiro relator, Wellington Roberto (PR-PB), ter desistido do caso.

Araújo disse que os parlamentares do PT foram excluídos da relatoria porque, apesar de a representação ter sido feita pelo PV, o motivo está diretamente ligado ao PT, ao qual Dilma também é filiada.
Na ocasião, Bolsonaro dedicou seu voto a favor da abertura do impeachment à “memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, que comandou o DOI-Codi (Destacamento de Operações Internas) de São Paulo entre 1970 e 1974, durante a ditadura militar, e é acusado do desaparecimento e morte de pelo menos 60 pessoas. Durante sua gestão, cerca de 500 pessoas também teriam sido torturadas nas instalações.
Brasília - O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo, durante reunião para apreciar e votar o parecer do deputado Marcos Rogério sobre o processo de cassação do deputado afastado Eduardo C
Relatores foram indicados pelo presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos AraújoMarcelo Camargo/ABr
Segundo Araújo, a atitude de Bolsonaro atraiu a ira do PT. “Achei que seria covardia colocar um deputado do PT como relator, então fiz novo sorteio”, disse. “Usei o bom senso, fiz de ofício, o regimento não prevê isso”, admitiu o presidente do conselho.
Araújo disse que também adotou o mesmo critério no caso do processo contra Jean Wyllys, que será relatado pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG). Segundo ele, no caso de Wyllys, o deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), que tem se posicionado sistematicamente contra o parlamentar do PSOL e pessoas LGBT, foi sorteado como relator. “Aí, de ofício, também eliminei”, justificou.
Jean Wyllys poderá responder no conselho por representação apresentada pelo PSC, que considera “incompatível com o decoro parlamentar” texto divulgado no dia 12 de junho em que o deputado do PSOL teria associado os nomes dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP) ao atentado a uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos, com a morte de 50 pessoas.
Ofensas ao PT
Para relatar a representação contra o deputado Wladimir Costa (SD-PA), o escolhido foi o deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG). No caso de Laerte Bessa, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) foi designado relator do caso.
Costa é alvo de representação do PT na qual é acusado de quebra de decoro parlamentar por ofender a legenda e seus filiados durante reunião de votação do processo contra Cunha no Conselho de Ética. Na representação, o PT cita declarações de Costa, entre elas as de que “o PT é um partido indecente” e de que “99,99% dos petistas são bandidos da pior periculosidade”.

O PT também representou contra Laerte Bessa por motivo semelhante. Além de ofensas ao partido, o PT diz que Bessa feriu o decoro quando, em discurso na Câmara, ofendeu a presidenta afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e filiados da legenda ao chamá-los de “ladrões” e por ter chamado Dilma de “vagabunda”, o que, segundo o partido, seria uma ofensa ao conjunto das mulheres.
Prazo
Os nomes dos relatores foram apresentados por Araújo nesta quarta-feira depois de uma visita oficial de parlamentares de Moçambique, que vieram conhecer o funcionamento do colegiado. Os relatores têm até dez dias úteis, contados a partir de amanhã (18), para apresentarem seus pareceres pedindo o arquivamento ou prosseguimento das representações. O prazo vence em 31 de agosto.ABr