sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Festuris 2016 ganha forma

Faltando dois meses para o início da 28ª edição do FESTURIS Gramado - Feira Internacional de Turismo, a feira de negócios já conta com a confirmação da presença, como expositoras, de marcas mundialmente conhecidas. Todos os continentes estarão representados seja com destinos ou empresas que são referência no setor. A novidade é o Espaço Luxury que terá a presença de marcas específicas deste segmento e receberá grupos de compradores de luxo do mercado nacional e internacional. Já confirmaram participação neste espaço: Saint Andrews, Turks aind Kaikos, Curaçao, Air Tahiti Nui e Seychelles.


O Espaço Luxury e o Espaço Mice serão destaque nesta edição, potencializando dentro da feira de negócios estes dois nichos de mercado.

Outra participação importante é a das entidades gaúchas que se unem pelo evento gramadense. Ugart, Sindetur-RS, ABAV-RS, Redetur e Fenagtur, estão preparando o formato do evento para este ano. A grade temática do Congresso, preparado em parceria com a ABAV-RS, deve ser divulgada nos próximos dias, assim como os palestrantes que virão a Gramado. O tema central será: Inovação, Competitividade, Expansão e Gestão na Era da Economia Compartilhada.

“O FESTURIS é o melhor evento profissional do turismo brasileiro, participar é obrigação para qualquer profissional que queira ou esteja investindo em sua carreira. Trata-se de um evento formador, reconhecido internacionalmente, que atrai fornecedores do mundo todo vindo para expor e capacitar os profissionais presentes”, analisa o presidente da Redetur, Juarez Barrozo.

Os diretores do FESTURIS, Marta Rossi, Eduardo Zorzanello e Marcus Vinícius Rossi, trabalham com afinco e intensificam a agenda de viagens desde o início do ano em uma empreitada para tornar a feira um evento anticrise para o setor turístico.

“Em um ano tão complicado para a economia, queremos que o FESTURIS seja um espaço anticrise com muita geração de negócios e novidades para o setor", destaca a executiva Marta Rossi.

"Não estamos mediando esforços e a agenda de relacionamento e fechamento de contratos tem sido intensa desde o início do ano, por isso o resultado já é positivo", salienta Eduardo Zorzanello, diretor da feira de negócios.

"Nosso objetivo é mostrar uma feira muito bonita, produtiva e com muita geração de negócios. Esta é uma das nossas características e focamos muito na produtividade para chegar a este número positivo a cinco meses do evento", declara o diretor Marcus Vinícius Rossi.

FESTURIS GRAMADO
Este ano o evento terá sua 28ª edição. A feira ocupa 22 mil metros quadrados e está dividida em espaços como LGBT, Acessibilidade, Luxury (novidade 2016), Entretenimento, Destinos Gastronômicos, Enoturismo, Cultural e Religioso, Tecnologia, Mice, Sustentabilidade e Turismo Verde, Salas de Capacitações (Programação de oficinas, workshops, e palestras de forma ininterrupta). Serão 2500 marcas expostas em mais de 450 estandes para um público de mais de 14 mil profissionais vindos de todos os continentes.

Esta segmentação impulsiona a capacitação, promoção, divulgação e a comercialização das marcas participantes. Neste modelo, aproxima-se os expositores dos principais players de seu nicho sem perder a chance de contato com buyers em potencial de outros segmentos. Assim, a geração de negócios é fomentada dentro da feira, resultando em um impacto econômico de R$ 212 milhões na última edição, segundo o Observatório de Turismo da Universidade Federal Fluminense (RJ).

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site www.festurisgramado.com. Agentes de viagens podem se inscrever de maneira free.

Alguns destinos, empresas e marcas já confirmadas
O time de operadoras confirmadas vem crescendo com a participação de empresas importantes. Estão confirmadas: Abreutur (Portugal), Celebration Tours & Travel, MGM Operadora, FRT Operadora, Incomum Viagens, Unejovem, UTL Turismo, Lynden Operadora, Redetur, Schultz, Flytour, Visual Turismo, Cativa, MB Operadora, Personal Operadora, Tia Iara, Trip4U, Voucher, RGE Style (Panamá), Brocker Turismo, Liga, Terra Turismo e New Age.

Destinos nacionais e internacionais - Seychelles, Aruba, Águeda, Indonésia, África do Sul, Aparecida, Argentina, Aruba, Alagoas, Caminhos de Santiago de Compostela, Cuba, Gramado, Comissão Europeia de Turismo, Dinamarca, Dubai, Espanha, Maranhão, Rio Grande do Sul, EUA, Egito, El Salvador, França, Israel, Ilhabela, Mato Grosso do Sul, Maranhão, México, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Uruguai, Noruega, Foz do Iguaçu, Paraná, Suíça, Sergipe, Peru, Circuito das Frutas, República Dominicana, São Miguel das Missões, Associação dos Municípios das Missões, Praia Grande (SC), Turks and Caicos, Curaçao, Peru, Nova Petrópolis, Porto Alegre, São Paulo, Toronto, Governador Celso Ramos, Fort Lauderdale, Santos.

Cias aéreas - Avianca, Air Europe, LATAM, Azul, United, TAP, South Africa, GOL, Aeromexic, Emirates e Royal Air Maroc, Delta, Air France, KLM e Air Tahiti Nui.

Entidades, redes hoteleiras e outras marcas - Aviesp, Café 35, Chocolates Planalto, Castelli, Confederação Nacional do Comércio(CNC), Costa Verde Mar, Termas de Jurema, Rede Vila Galé, Itaipu Binacional, GVA, Rede Harbor de Hotéis, Rede Laghetto de Hotéis, Rio Quente Resorts, Rota Cervejeira, Santho Aroma, Visit Orlando, Kurotel, Villa Sergio Bertti, Saint Andrews, Beto Carrero World, Alpen Park, Florybal, Snowland, ABRAT GLS, Brocker, Sindetur RS, Associação Consular, ABIH, Redetur, Grande Hotel Canela, GJP, Transportadora Planalto, Associação de Resorts,  Costão do Santinho, Rede Meliá, ABEOC Brasil.Foto: Festuris

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Boa quinta-feira

Reprodução/EI

Exposição com trajes da Rainha Elizabeth na Inglaterra - Foto: Reuters

Congo - Foto: Reuters

Vaticano

Papa Francisco beija bebê ao chegar na Praça de São Pedro, no Vaticano, para a audiência semanal -21/09/2016
Papa Francisco beija bebê ao chegar na Praça de São Pedro, no Vaticano, para a audiência semanal - (AFP)

Foto do Dia

O ex-ministro Guido Mantega chega à sede da Polícia Federal, em São Paulo, após ser preso temporariamente durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Arquivo X - 22/09/2016
O ex-ministro Guido Mantega chega à sede da Polícia Federal, em São Paulo, após ser preso temporariamente durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Arquivo X -   Foto: ABr

Moro determina bloqueio de R$ 10 milhões de Mantega e mais sete

O juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em ativos mantidos em contas e investimentos bancários do ex-ministro Guido Mantega e de outros sete envolvidos nas investigações da 34ª Fase da Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal. Mantega teve prisão temporária decretada. O juiz ressalta que, além de Ministro da Fazenda, o economista foi presidente do conselho de administração da Petrobras entre março de 2010 e março de 2015.
Os outros sete envolvidos que foram alvo de bloqueio de bens são: Luiz Claudio Machado Ribeiro, Ruben Maciel da Costa Val, Danilo Souza Baptista, Luiz Eduardo Carneiro, Luiz Eduardo Neto Tachard, Júlio Cesar Oliveira Silva e Francisco Corrales Kindelán. O Ministério Público Federal havia pedido a prisão preventiva de todos eles, mas Moro deferiu apenas a prisão temporária por cinco dias.
Segundo despacho de Moro, Eike Batista relatou em depoimento, em maio passado, ter recebido de Mantega um pedido de repasse de recursos para pagamento de dívidas de campanha do PT, em novembro de 2012. O empresário diz que concordou e ordenou que executivos do grupo fizessem o pagamento. Em seguida, o Grupo OSX teria sido procurado por Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana
Para encobrir o pagamento, foi feito um contrato fictício de prestação de serviços de marketing entre uma offshore do empresário, a Golden Rock Foundation, com a Polis Caribe, no valor de US$ 2,3 milhões. Um problema no pagamento teria ocorrido e, para resolver, um novo contrato foi feito, desta vez com a Shellbill Finance, no mesmo valor e a transferência foi enfim realizada.
Moro afirma que o encontro entre Eike e Mantega ocorreu em 1 de novembro de 2012 e foi registrado na agenda pública do então ministro da Fazenda. Eike Batista entregou também os contratos feitos entre a Golden Rock, Polis Caribe e Shellbil, que são assinados por Mônica Regina Cunha Moura.
O MPF identificou ainda diversas ligações telefônicas entre as empresas de João Santana e terminais do alto escalão do Ministério da Fazenda, como os vinculados ao assessor especial e ao chefe de gabinete do ministro.
Moro ressalta que há ligações inclusive no mesmo dia em que ocorreu o encontro entre Eike e Mantega.
Santana e Mônica Moura são réus em duas ações penais por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusados de terem recebido propina do Grupo Keppel Fels e da empreiteira Odebrecht, fornecedores da Petrobras. A conta usada também foi a Shellbill Finance. Na primeira ação penal, os dois foram interrogados e declararam que se tratava de recursos recebidos a pedido do PT para quitar dívidas de campanha. O operador Zwi Skornicki, do Keppel Fels, disse que o valor correspondia a acertos de propina da Petrobras com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido. (Agência O Globo)

Moro solta Mantega

Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é conduzido pela Polícia Federal em São Paulo
© REUTERS/Nacho Doce Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é conduzido pela Polícia Federal em São Paulo
Cerca de cinco horas depois de ser preso pela Polícia Federal na Operação Arquico X, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi solto por ordem do juiz Sérgio Moro.
Em despacho às 12h20 desta quinta-feira, 22, Moro afirmou. “Sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-Ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia. Tal fato era desconhecido da autoridade policial, Ministério Público Federal e deste Juízo.”
O ex-ministro Guido Mantega foi preso temporariamente pouco antes das 7h da manhã no Hospítal Albert Einstein, em São Paulo, onde se encontrava para acompanhar a cirurgia a que estava sendo submetida sua mulher. Segundo a PF, Mantega se entregou na portaria do hospital.
Ao pedir a prisão de Mantega, a Procuradoria da República alegou ‘riscos à ordem pública’. Os procuradores alegaram risco de destruição de provas.
Ao mandar soltar Mantega, o juiz Moro destacou o quadro de saúde da mulher do ex-ministro. Para o magistrado, estão ‘esvaziados os riscos de interferência da colheita das provas nesse momento’.
A decisão do juiz da Lava Jato ocorreu após Mantega chegar à sede da Polícia Federal de São Paulo. O ex-ministro não chegou a prestar depoimento, mas nega enfaticamente ter solicitado R$ 5 milhões ao empresário Eike Batista. O dinheiro teria sido repassado por Eike para cobrir dívidas de campanha do PT.
“Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial. Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras”, afirmou Moro.
São alvos da Arquivo X, além de Mantega, executivos das empresas Mendes Júnior e OSX Construção Naval S.A., assim como representantes de empresas por elas utilizadas para suposto repasse de vantagens indevidas.
A Procuradoria da República relata que, em 26 de julho 2012 o Consórcio Integra Ofsshore, formado pelas empresas Mendes Júnior e OSX, firmou com a Petrobrás contrato no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70 (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo voltadas à exploração dos campos de pré-sal).
As consorciadas, que não detinham tradição no mercado específico de construção e integração de plataformas, viabilizaram a contratação pela Estatal ‘mediante o repasse de valores a pessoas ligadas a agentes públicos e políticos’. O Ministério Público Federal aponta que a investigação ‘revelou um estratagema criminoso que beneficiou agentes públicos em diferentes esferas’.
Há indícios de que cerca de R$ 7 milhões foram transferidos, entre fevereiro e dezembro de 2013, pela Mendes Júnior para um operador financeiro ligado a um partido político e à Diretoria Internacional da Petrobras, já condenado na Operação Lava Jato. Os repasses foram viabilizados mediante a interposição de empresa de fachada, que não possuía uma estrutura compatível com tais recebimentos.
A força-tarefa identificou também repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Ofsshore com base em contrato ideologicamente falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. Conforme prova testemunhal e documental, que instruiu a representação do Ministério Público Federal (MPF), o valor foi transferido no interesse do ex-ministro José Dirceu e de pessoas a ele relacionadas.
“Constatou-se ainda que, no período dos fatos, empresas do grupo Tecna/Isolux repassaram cerca de R$ 10 milhões à Credencial Construtora, já utilizada pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil para o recebimento de vantagens indevidas”, destacou a força-tarefa da Lava Jato. (Estadão)

São Paulo


São Paulo - Presidente da República em exercício, deputado Rodrigo Maia, durante o 14º Congresso Brasil Competitivo (Jbatista/Câmara dos Deputados)

Temer fala com a imprensa em Nova York


Nova York(EUA) - Presidente Michel Temer durante encontro com a imprensa brasileira e internacional (Beto Barata/PR)

Nova York


Nova York(EUA) - Presidente Michel Temer durante encontro com a imprensa brasileira e internacional (Beto Barata/PR)

Nova York


Nova York(EUA) - Presidente Michel Temer durante encontro com a imprensa brasileira e internacional (Beto Barata/Presidência da República

Nova York



Nova York (EUA) - Presidente Michel Temer durante almoço ampliado com Empresário e Investidores, promovido pelo Conselho das Américas (Beto Barata/PR)

Nova York


Nova York (EUA) - Presidente Michel Temer durante almoço ampliado com Empresário e Investidores, promovido pelo Conselho das Américas (Beto Barata/Presidência  da República

Nova York


Nova York (EUA) - Presidente Michel Temer durante almoço ampliado com Empresário e Investidores, promovido pelo Conselho das Américas (Beto Barata/Presidência da República

Temer em Nova York


Nova York(EUA) - Presidente Michel Temer durante encontro com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (Beto Barata/Presidência da República

Nova York - Foto: ABr

Nova york


Nova York(EUA) - Presidente Michel Temer durante encontro com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (Beto Barata/Presidência da República

Aprovação da PEC dos gastos pode ajudar na redução do juro, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nessa quarta-feira (21), durante entrevista em Nova York, que a aprovação da proposta de emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior, terá como consequência a redução da taxa de juros estrutural da economia brasileira. 
Brasília - Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, falam sobre projeto do Orçamento Geral da União de 2017, enviado hoje (31) ao Congresso Nacional (Valter Campanato/Agência B
Para Henrique Meirelles, o patamar elevado de juros ocorre em função da trajetória fiscal e da incerteza fiscalArquivo/Valter Campanato/ABr
Meirelles participou ontem de reunião com empresários e investidores promovida pelo Conselho das Américas. Trechos da entrevista foram divulgados hoje (22) pelo Ministério da Fazenda.
Segundo ele, no momento em que a PEC for aprovada e que as despesas públicas sejam limitadas ao crescimento real zero, baseado na inflação do ano anterior, isso deve diminuir o juro estrutural da economia. Meirelles voltou a enfatizar que o Banco Central tem de agir de forma autônoma na condução da política monetária.
O ministro disse ainda que o patamar elevado dos juros é um movimento de longo prazo, que ocorre em função da trajetória fiscal e da incerteza fiscal.
Segundo ele, isso data da Constituição de 88, que fixou uma evolução estrutural das despesas públicas no Brasil na medida em que mais de 75% dessas despesas são definidas pela Carta Magna. “Isso já traça um cenário fiscal que influencia o custo do dinheiro no país e é o custo de financiamento do Tesouro”, destacou.
Para o ministro, na medida em que o Brasil tenha uma trajetória da despesa pública fixada constitucionalmente com crescimento real zero é possível melhorar o cenário da taxa de juros, pois “garante uma previsibilidade enorme, corta uma incerteza, que corta prêmio de riscos fiscais e que é um componente da taxa de juros. Acredito que isso certamente terá uma influência”.
Veja a entrevista divulgada pelo Ministério da Fazenda:
Repórter: O senhor acha que há uma possibilidade de queda da taxa de juros?
Meirelles: Vou ligar e perguntar pro Ilan Goldfjan.
Repórter: Mas o senhor acha que tem probabilidade de cair o juro?
Meirelles: Não, eu não falo sobre juros. Eu estava brincando, mas, de fato, quando estava no Banco Central, disse durante muito tempo que, em primeiro lugar,  sempre defendi autonomia do Banco Central. Em segundo lugar, sempre disse que o ministro da Fazenda opinando sobre o que o Banco Central deveria ou poderia fazer é algo negativo, atrapalha o Banco Central, porque a figura do ministro da Fazenda é muito forte. Então, não vou mudar de posição porque sou eu agora o ministro. Eu continuo coerente com a ideia de que o Banco Central tem de agir de forma autônoma.
Repórter: Mas o senhor entende que, em aprovando algumas medidas de ajuste fiscal, abriria um espaço para o Banco Central para...
Meirelles: O que disse claramente lá, e tenho dito insistentemente, é que, no momento em que a PEC seja aprovada e que as despesas públicas sejam limitadas ao crescimento real zero, baseado na inflação do ano anterior, isso deve diminuir o juro estrutural da economia. O que certamente ajuda o trabalho do Banco Central, como consequência. Agora, o que o Banco Central vai fazer com a Selic é outra história. Isso é questão de sintonia fina de política monetária. Estou falando em juros estruturais da economia, que é um movimento de longo prazo.

Quer dizer, o Brasil tem juro estrutural muito alto, a razão mais importante para isso é exatamente a trajetória fiscal e a incerteza fiscal que tem caracterizado o Brasil durante um longo tempo. Na minha opinião, isso data da Constituição de 88 que fixou uma evolução estrutural das despesas públicas no Brasil na medida em que mais de 75% das despesas são definidas pela Constituição, as despesas federais. Isso aí já traça um cenário fiscal que influencia certamente o custo do dinheiro no país e é o custo de financiamento do Tesouro.

Então, na medida em que o Brasil possa de fato ter um trajetória da despesa pública que é fixado constitucionalmente, com crescimento real zero, isto é, baseado só na inflação do ano anterior, que é o teto dos gastos, na medida em que isso seja aprovado, teremos isso fixado por dez anos. E, depois, uma nova metodologia para os dez anos seguintes. Isso garante uma previsibilidade enorme, corta uma incerteza, o que corta prêmio de riscos fiscais, que é um componente da taxa de juros. Acredito que isso certamente terá uma influência.
Repórter: Ministro, hoje o Fed manteve a taxa. O que o senhor achou da decisão?
Meirelles: A decisão de política monetária do Fed, eles estão obviamente muito cuidadosos, muito preocupados de fazer um movimento na hora certa.
Repórter: Ministro, só uma curiosidade. O senhor, que conhece bem os Estados Unidos, o que acha da possibilidade de o Donald Trump se tornar presidente. O senhor acha que teria um impacto como as pessoas dizem na economia?
Meirelles:  Como ministro da Fazenda de um país estrangeiro, não me compete opinar sobre uma eleição que está se aproximando.
Repórter: Economistas dizem que teria impacto bem negativo se ele fosse eleito...
Meirelles: Vamos aguardar.  ABr         

Maia diz que PEC do teto de gastos começa a ser votada em 17 de outubro

O presidente da República em exercício e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse hoje (21) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos começará a ser votada no plenário da Câmara em 17 de outubro. De acordo com Maia, a matéria deverá ser encerrada até novembro.

São Paulo - Presidente da República em exercício, deputado Rodrigo Maia, durante o 14 Congresso Brasil Competitivo (Jbatista/Câmara dos Deputados)
Presidente da República em exercício, deputado Rodrigo Maia, durante o 14º Congresso Brasil CompetitivoJbatista/Câmara dos Deputados
“Estive com o presidente Michel Temer no último sábado, e nós antecipamos em uma semana [a data para de início da votação]. Nós começaremos a votar essa matéria em plenário em 17 de outubro, e esperamos ter essa matéria encerrada no final de outubro, para que o Senado tenha 45, 50 dias para também votar essa matéria”, disse a uma plateia de empresários em evento sobre competitividade, na capital paulista. Maia ressaltou que a PEC está pronta para ser votada na Comissão Especial na Câmara e deverá estar aprovada até o dia 7.
O presidente interino disse ainda que o Projeto de Lei 4567 de 2016, que retira a obrigatoriedade de atuação da Petrobras como operadora única de todos os blocos contratados pelo regime de partilha de produção em áreas do pré-sal, será votado na primeira semana de outubro. “O projeto de lei é importante, o setor de óleo e gás tem cobrado a votação dessa matéria”, disse.

 

Reforma da Previdência
Rodrigo Maia disse esperar que até o final do ano a reforma da Previdência esteja já aprovada em comissão especial, e fique pronta para ser levada a plenário. “Não sei se há tempo hábil para tirar da comissão e colocá-la no plenário, mas se houver, nós faremos”.
“Será outra batalha, nós sabemos que aqueles que estão na transição estão lutando pela manutenção dos seus direitos. E o nosso desafio é mostrar que não haverá direitos sem reforma da Previdência”, destacou.
Críticas ao ministro do Trabalho
O presidente da Câmara defendeu que a agenda de reformas seja feita “passo-a-passo”, e que o governo e o Legislativo não deveriam tentar fazer "tudo de uma vez". “Querer fazer muita coisa de uma vez, não faz nada. É melhor que a gente faça tudo passo-a-passo”.
Maia criticou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que anunciou hoje que a reforma trabalhista ficará apenas para o segundo semestre de 2017. “Hoje o ministro do Trabalho diz que a reforma trabalhista vai ficar para o segundo semestre de 2017. Ele não deveria ter tratado de reforma trabalhista”, disse.
“Foram duas notícias ruins, da forma como ele comunicou antes, e o anúncio hoje, de que deixou tudo para segundo semestre do ano que vem. Às vezes é melhor falar pouco e produzir mais. Acho que a gente ajuda mais o nosso país”, acrescentou.ABr

Mantega pediu R$ 5 milhões a Eike para pagar dívidas de campanha do PT, diz MPF

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima disse que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é acusado de ter solicitado ao empresário Eike Batista um montante de R$ 5 milhões para quitação de dívidas de campanha do PT. Mantega foi preso na manhã de hoje (22), na 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X. A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, investiga fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas ligadas a Eike Batista para a construção de duas plataformas (P-67 e P-70) para a exploração de petróleo na camada pré-sal.
Guido Mantega é preso na Lava Jato e levado para sede da PF em São Paulo
Guido Mantega é preso na Lava Jato e levado para sede da PF em São Paulo Fernando Bizerra/Agência Lusa

Segundo o procurador, das três vertentes identificadas, uma está relacionada ao ex-ministro Guido Mantega, preso temporariamente. “Se refere a um pedido feito por ele para o empresário Eike Batista de pagamento de R$ 5 milhões para a quitação de dívidas de campanha”. A reunião para fazer o pedido ocorreu em novembro de 2012 quando Mantega era também presidente do Conselho de Administração da Petrobras, segundo depoimento de Eike Batista.

De acordo com o procurador, o empresário prestou depoimento em junho de 2016 como testemunha e não colaborador do esquema. Ele afirmou que houve o pedido por parte de Mantega, mas nega o pagamento de propina e que isso tenha beneficiado a contratação do Consórcio Integra Offshore, formado pelas empresas Mendes Júnior e OSX (pertencente a Eike), para as obras das plataformas da Petrobras.

Lima explicou que, pelas circunstâncias, o Ministério Público acredita que houve o pagamento já que foi assinado um contrato entre a empresa de Mônica Santana, esposa do publicitário João Santana (responsável por campanhas eleitorais do PT), e de Eike. Conforme o MPF, os serviços do contrato foram prestados de forma limitada.

“Efetivamente não estávamos em período de doações eleitorais e a combinação passou pela operacionalização desses valores no exterior mediante contrato com objeto falso entre empresa de Eike Batista e empresas do casal Santana. Essa operação foi especialmente operacionalizada por Mônica Santana. Foi repassado o valor de US$ 2,350 milhões”, disse o procurador.

A coincidência de datas também chamou a atenção do Ministério Público, já que, segundo Eike, o pedido de Mantega foi feito em 1º de novembro de 2012 e em 29 de novembro o Consórcio Integra Offshore recebeu o primeiro pagamento de valores relativos às obras das plataformas.

Em relação às outras duas vertentes identificadas, o procurador disse que há o envolvimento de pessoas que já foram citadas anteriormente na Lava Jato. “A primeira delas refere-se a pagamento à pessoa ou a empresa pertencente a João Augusto Rezende Henriques, já é conhecido como operador de propinas, ex-funcionário da Petrobras. Isso corresponde ao valor de aproximadamente R$ 7,400 milhões. Estes valores estão sendo investigados porque há indicativos de que este operador trabalhava para interesses do PMDB na Petrobras,” disse.

Em outra vertente identificada, o procurador disse que foi feito o pagamento de aproximadamente R$ 6 milhões destinados às empresas ligadas ao ex-ministro José Dirceu. Na entrevista à imprensa, o procurador citou também o ex-deputado André Vargas, que em menor medida, também teria recebido propinas.

“Também há indicativos de participação nesse episódio de empresas já investigadas e que têm relação com o ex-deputado André Vargas. Esses valores, então, também há indicativos de que se trata de uma movimentação de origem partidária em relação ao PT”.

Lima disse ainda que, desde o ano passado, o Consócio Integra está sendo investigado. “Esse consórcio ganhou concorrência na Petrobras sem nenhuma capacitação para estas construções em obras relativas a plataformas”, disse. Para o procurador, há clara ocorrência de corrupção para que as obras de construção de duas plataformas da Petrobras fossem para o Consórcio Integra, formado pela Mendes Júnior e a OSX.

O procurador disse ainda que a Lava Jato é muito maior que a Petrobras e investiga o financiamento da campanha eleitoral de vários partidos. Segundo ele, os indícios são de que os recursos investigados nessa operação foram para pagamento de dívidas da campanha presidencial de 2010.
Prisão em hospital

O delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, que também estava na entrevista, disse que os agentes desconheciam o fato que de a esposa do ex-ministro estava internada no Hospital Albert Einstein. Segundo ele, ao chegar na casa do ex-ministro, os policiais tomaram conhecimento da situação da esposa de Mantega e se dirigiram ao local antes de iniciar as buscas no apartamento.

Os presos temporários nessa operação foram: Luis Eduardo Neto, Rubem Maciel da Costa Val, Danilo Sousa Baptista, Luis Eduardo Guimarães Carneiro, Luis Claudio Machado Ribeiro, Francisco Corrales Kindelan e Guido Mantega. Já Julio Cesar Oliveira Silva, que também tinha mandado de prisão decretado, está na Espanha e não há indicativo de que retorne ao Brasil.

Agência Brasil não conseguiu contato com as empresas Mendes Júnior e OSX. O advogado do ex-ministro José Dirceu disse que vai tomar conhecimento da operação antes de se manifestar. A reportagem aguarda o retorno da defesa do ex-ministro Guido Mantega e o posicionamento do PMDB e do PT sobre a operação policial.ABr

PT diz que prisão de Mantega causa indignação; para DEM, ele seguia ordens

A bancada do PT no Senado divulgou nota condenando a prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na manhã de hoje (22). Ele foi preso temporariamente na 34ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, chamada de Arquivo X.
Os senadores petistas disseram ter recebido “com extrema indignação” a notícia da prisão do ex-ministro. “O repúdio a essa ação da Polícia Federal é ainda maior em razão das condições desumanas, arbitrárias, e, mais uma vez, espetaculosas como foi realizada, sendo o ex-ministro preso por agentes do Estado em um hospital enquanto acompanhava a mulher numa intervenção cirúrgica a que se submeteria para tratamento de câncer”, diz o comunicado.

 

Para os senadores, “o desrespeito às regras mais básicas da dignidade humana e do Estado democrático de Direito extrapola o limite das tristes coincidências” alegadas pelos integrantes da força-tarefa da Lava Jato para a prisão de Mantega no hospital, o que os petistas classificam de abuso de autoridade.
Em nota, o líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a prisão do ex-ministro constitui mais uma prova da ilegalidade e da propaganda política que caracteriza a Lava Jato. “Mantega nunca se recusou a prestar esclarecimentos à Justiça, não se encontrava foragido da Justiça nem pretendia se colocar fora do alcance da Justiça”, disse.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse considerar as investigações da Lava Jato importantes e necessárias, mas questionou o fato de o ex-ministro ter sido preso em um hospital enquanto acompanhava a esposa em uma cirurgia.
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que sempre foi senso comum que Mantega apenas cumpria “os mandos e desmandos” que a ex-presidenta Dilma Rousseff ditava para a política econômica. “Faltava autonomia ao ministro para comandar sua própria pasta. Por que imaginar que sua participação no petrolão seguiu critério diferente? Mantega sempre agiu sob ordens diretas do Palácio do Planalto”, disse o senador em uma rede social.
Segundo Caiado, um ponto levantado na coletiva da força-tarefa da Lava Jato foi o fato de Mantega ter sido presidente do Conselho da Petrobras. “E isso foi crucial para que a investigação chegasse à sua prisão temporária. Ora, Dilma também foi presidente do conselho da empresa, justamente no momento em que a estatal comprou a Refinaria de Pasadena. Se essa for a lógica da investigação, podemos esperar a ex-presidente nas próximas fases da investigação?”, questionou o senador.ABr

Prisão de Mantega foi “absolutamente desnecessária”, diz advogado

O advogado José Roberto Batochio, que defende o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, preso hoje (22) na Operação Arquivo X, disse que a prisão - efetuada pela Polícia Federal - foi “absolutamente desnecessária”.
“As liberdades públicas e individuais estão sequestradas no Brasil e o cativeiro delas é no estado do Paraná, em Curitiba”, disse Batochio. Ele falou à imprensa, que aguarda a saída de Mantega, do lado de fora da sede da Polícia Federal, na capital paulista, onde o ex-ministro chegou às 9h30. Um pequeno grupo de manifestantes que apoia a prisão de Mantega se formou no local.
Mantega foi preso no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, no início da manhã. Ele acompanhava a esposa, que tem câncer e estava sendo anestesiada para passar por uma cirurgia. Segundo o advogado, os policiais estiveram às 6h no apartamento de Mantega, em Pinheiros, zona oeste, mas encontraram apenas o filho adolescente e a empregada doméstica.
Ao ser informado sobre a chegada dos policiais, o advogado orientou, por telefone, que Mantega deixasse o Centro Cirúrgico e descesse ao saguão. “Eu disse: é melhor sair daí, senão vai gerar um tumulto”, contou Batochio. O ex-ministro recebeu voz de prisão quando já estava no saguão.
Em nota, a Polícia Federal informa que agiu com discrição, inclusive com viatura descaracterizada. “Tanto no local da busca como no hospital, todo o procedimento foi realizado de forma discreta, sem qualquer ocorrência e com integral colaboração do investigado”.

 

Na casa e no escritório do acusado, foram apreendidos celulares e notebooks. A prisão temporária terá duração de cinco dias e tem por finalidade colher depoimentos e preservar as provas.
Doação
O advogado de Mantega negou as acusações do empresário Eike Batista de que Guido Mantega, que à época era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, teria pedido R$ 5 milhões para o Partido dos Trabalhadores (PT), para pagamento de uma dívida de campanha de 2010.
“Ele propôs uma delação contra alguém de visibilidade, que fosse importante, para que o delatado fosse preso e não ele”, disse o advogado. “Segundo a acusação, o ministro teria solicitado a ele [Eike] que colaborasse pagando uma dívida de campanha de 2010, isso em 1º de novembro de 2012, fora do calendário eleitoral”, disse Batochio.
O advogado admite que Mantega possa ter se reunido em algum momento com o empresário Eike Batista. “O ministro tem, por obrigação, uma agenda pública, em permanente contato e diálogo com toda a cadeia produtiva brasileira, no sentido de discutir políticas públicas em todos os setores. O ministro da Fazenda é obrigado a conversar com todos os empresários, mas jamais tratou de doação de qualquer valor”, reiterou.
Prisão em Minas Gerais
Em Minas Gerais, policiais federais cumpriram nesta manhã (22) um mandado de busca e apreensão na sede da empreiteira Mendes Júnior, localizada na capital mineira. O diretor de negócios industriais da empresa, Ruben Costa Val, foi preso em Nova Lima (MG), município da zona metropolitana de Belo Horizonte. Ele deve ser levado para Curitiba.
Também foi cumprido um mandado de condução coercitiva de outro funcionário da Mendes Júnior. O diretor de engenharia, Victorio Semionato, foi encontrado em Rio Acima (MG), também na região metropolitana. Ele irá prestar depoimento na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. ABr

Prisão de Mantega é “espetáculo da Polícia Federal”, afirma nota do PT

O Partido dos Trabalhadores  divulgou nota hoje (22) afirmando que a prisão do ex-ministro Guido Mantega foi um “espetáculo da Polícia Federal (PF)” e que causou “indignação geral” de parlamentares e pessoas ligadas à legenda. Mantega foi preso temporariamente nesta manhã, durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X.
São Paulo - O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, fala à imprensa no Novotel Jaraguá (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Para Rui Falcão, a prisão em um hospital foi midiáticaArquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil; ABr
De acordo com a nota, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que a prisão do ex-ministro Guido Mantega é “arbitrária, desumana e desnecessária”. Segundo ele, [a operação] deveria se chamar “Operação Boca de Urna”, uma vez que acontece às vésperas das eleições municipais”.

 

No documento, Rui Falcão lembrou que Mantega é ex-ministro, tem endereço fixo e nunca se negou a dar esclarecimentos, sendo assim “midiática a prisão em um hospital”.
O ex-ministro estava no hospital acompanhando a esposa em um cirurgia quando a operação foi deflagrada. Segundo a PF, os agentes desconheciam o fato de que a mulher de Mantega estava internada no Hospital Albert Einstein e que, ao chegar à casa do ex-ministro, os policiais tomaram conhecimento da situação e se dirigiram ao local antes de iniciar as buscas no apartamento. A PF informou que ele se apresentou espontaneamente na portaria do hospital.
Sobre as informações apresentadas pela PF de repasses de verbas para pagamento de propina, o PT refutou as ilações apresentadas. “Todas as operações financeiras do partido foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.”
Revogação da prisão
Poucas horas depois da prisão de Guido Mantega, o juiz federal Sérgio Moro revogou a prisão do ex-ministro alegando que, "diante do quadro de saúde da esposa e como as buscas e apreensões de documentos nos endereços residenciais e comerciais dos investigados já foram feitas, não há mais a necessidade de manter Mantega detido, já que ele não pode mais interferir na colheita de provas".
O juiz deixou claro não ter consultado nem o Ministério Público Federal (MPF), nem a autoridade policial antes de tomar sua decisão. ABr

Moro revoga prisão temporária de Guido Mantega

O juiz federal Sérgio Moro revogou a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, detido na manhã de hoje (22), em São Paulo, durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nas primeiras horas do dia. Mantega foi levado para a sede da Polícia Federal na capital paulista.
Ao justificar a decisão de mandar soltar o ex-ministro, Moro afirmou que, diante do quadro de saúde da esposa de Mantega, e como as buscas e apreensões de documentos nos endereços residenciais e comerciais dos investigados já foram feitas, não há mais a necessidade de manter o ex-ministro detido, já que ele não pode mais interferir na colheita de provas. Moro não consultou o Ministério Público Federal (MPF), nem a autoridade policial antes de tomar a decisão.
Ao revogar a prisão temporária, Moro garantiu que nem ele, nem as autoridades policiais ou os procuradores da República que participam da força-tarefa da Lava Jato sabiam que a esposa de Mantega estava internada no Hospital Albert Einstein para se submeter a uma cirurgia, “devido a uma doença grave”.
Mantega foi preso no saguão do Hospital Albert Einstein, na capital paulista, no início da manhã. Ele acompanhava a esposa, que tem câncer e estava sendo anestesiada para passar por uma cirurgia. Segundo o advogado, os policiais estiveram às 6h no apartamento de Mantega, em Pinheiros, zona oeste, mas encontraram apenas o filho adolescente e a empregada doméstica.
Ao ser informado sobre a chegada dos policiais, o advogado orientou, por telefone, que Mantega deixasse o centro cirúrgico e descesse ao saguão. “Eu disse: é melhor sair daí, senão vai gerar um tumulto”, contou o advogado José Roberto Batochio. O ex-ministro recebeu voz de prisão quando já estava no saguão.
Segundo o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, o ex-ministro é acusado de ter solicitado ao empresário Eike Batista um montante de R$ 5 milhões para quitação de dívidas de campanha do PT. A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, investiga fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas ligadas a Eike Batista para a construção de duas plataformas (P-67 e P-70) para a exploração de petróleo na camada pré-sal. Moro afirma já haver provas de que, em abril de 2013, Eike Batista “teria pago” US$ 2,350 milhões ao publicitário João Santana e a Mônica Moura, responsáveis pelo marketing das campanhas do PT. O depósito da quantia estaria comprovado documentalmente nos autos do processo.
Cerca de 180 policiais federais e 30 auditores fiscais cumprem 50 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, nove, de prisão temporária, e oito de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Além de Mantega, foram presos temporariamente o ex-presidente da OSX Luís Eduardo Carneiro e Luis Eduardo Neto, Rubem Maciel da Costa Val, Danilo Sousa Baptista, Luis Eduardo Guimarães Carneiro, Luis Claudio Machado Ribeiro e Francisco Corrales Kindelan . Julio Cesar Oliveira Silva, contra quem também foi expedido um mandado de prisão, está na Espanha.ABr

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Meirelles diz que superavit nas contas públicas deve vir até 2019

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (19) que o país deve voltar a apresentar superavit nas contas públicas até 2019.
PUB. Foto: ABr
"O ajuste fiscal pelo lado da despesa é necessariamente gradual. Não dá para fazer isso em um ou dois anos, especialmente numa forte recessão", afirmou durante palestras para empresários promovida pelo Lide em São Paulo.Segundo Meirelles, a velocidade com que se chegará ao superavit dependerá do aumento do PIB e da arrecadação. "Mas temos expectativa muito grande de retomada de crescimento", afirmou.
O chefe de equipe econômica de Michel Temer tentou aplacar a ansiedade do empresariado com o andamento das reformas. "Não há como fazer reforma constitucional a toque de caixa. A boa noticia é que estamos fazendo", disse o ministro, referindo-se à tramitação no Congresso da PEC que impõe um teto para as despesas federais.Meirelles lembrou que limitação dos gastos em 2017 já foi definida no Orçamento e não depende da aprovação da emenda à Constituição. Segundo ele, a reforma trabalhista não deveria ser tratada neste momento. Para o ministro, a prioridade do governo deve ser o teto de despesas e, em seguida, a reforma da Previdência. "Nós temos de atacar um problema por vez", disse. Com informações da Folhapress.

Após impeachment, Dilma estreia em programas eleitorais

A ex-presidente Dilma Rousseff apareceu pela primeira vez nesta sexta-feira (16) em horário eleitoral após sofrer o impeachment. Ela participou de programas das campanhas de Jandira Feghali (PC do B), no Rio, e de Raul Pont (PT), em Porto Alegre.
Em suas falas, além de exaltar a história dos candidatos, Dilma faz referência ao posicionamento de ambos durante o processo que sofreu no Congresso. Sobre Pont, diz que ele é "acima de tudo, um democrata".
Já para Feghali, como adiantado pela coluna "Painel", a ex-presidente afirma que "é nos momentos mais difíceis que conhecemos a lealdade".
"Para firmar os valores da democracia e defender as conquistas sociais ao lado dos que mais precisam, o Rio tem Jandira. Nela, a gente pode confiar", disse, na propaganda da candidata.
"Será a primeira prefeita dessa cidade maravilhosa porque, mesmo com toda a injustiça, nosso sonho não vai terminar", acrescentou.
Antes de Dilma aparecer, Feghali defendeu a petista e disse que "condenaram Dilma sem crime e agora acusam o Lula sem nenhuma prova".
A ex-presidente participará de ato da campanha no Rio, na quarta-feira (21). Na quinta (22), desembarca em Salvador para apoiar a candidata a prefeita Alice Portugal (PC do B). (Com informações da Folhapress.)

Aniversário de Embaixada da Imprensa

Embaixada da Imprensa fez nove anos na semana passada. Agradecemos a audiência .  Em breve com novo layout. (VR)

É o momento de Lula desabafar', diz Fernando Henrique Cardoso

Os dois principais líderes do PSDB evitaram ataques mais duros nesta quinta-feira (15) ao ex-presidente Lula, denunciado na operação Lava Jato. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves não comentaram as acusações do Ministério Público Federal nem as respostas do petista. FHC afirmou ver com cautela as acusações do MPF. Para ele, é necessário aguardar a decisão da Justiça.
"Sou uma pessoa cautelosa. Preciso saber o que o Judiciário diz. Uma coisa são as acusações. Depois há o processo de provas para ver o que é errado", disse ele, após encontro com o candidato tucano à Prefeitura do Rio, Carlos Roberto Osório (PSDB).
O ex-presidente não comentou as declarações de Lula, para quem a denúncia é uma forma de tirá-lo das eleições presidenciais de 2018.
"O presidente Lula passa por um momento difícil. O que ele diz não vou contestar. Não cabe a mim ficar fazendo comentário sobre o que ele disse ou deixou de dizer. É o momento de ele estar desabafando. É sempre de lamentar que uma pessoa com a trajetória do presidente Lula tenha chegado a esse momento de tanta dificuldade", disse o ex-presidente tucano.
Aécio seguiu linha semelhante ao afirmar que deixará que "o ex-presidente tenha tempo para responder àqueles que o irão inquirir a partir de agora, que é a Justiça".O senador, presidente do PSDB, criticou porém o tom político da resposta do petista.
"O único equívoco que vejo, e não é de agora, é sempre que ele se vê em dificuldades tentar transferir a outros responsabilidades que são suas. Com a [ex-]presidente Dilma foi a mesma coisa. Não há mea culpa, reconhecimento de que cometeram equívocos graves, ilegalidades. A resposta acaba caminhando para o jogo político. É natural, mas é pouco relevante nessa hora."
Fernando Henrique afirmou não ter ficado feliz com o impeachment. Para ele "o bom para a democracia é que os governos cheguem até o fim". Mas disse que desrespeito à Constituição e a paralisia do governo culminaram com a queda de Dilma.
Para ele, a cassação de mandato do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), "é um fator menor". "Não tem consequências históricas maiores." (Com informações da Folhapress)

Provem uma corrupção minha que eu irei a pé ser preso', diz Lula

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista coletiva sobre a denúncia do Ministério Público Federal
 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 15, que se provarem alguma acusação de corrupção, ele irá a pé ser preso. O petista foi denunciado pela Operação Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro na quarta-feira, 14.
“Provem uma corrução minha que eu irei a pé para ser preso”, disse Lula, chorando, em reunião no PT.
“Uma coisa que eles têm que aprender é que não estão habituados ao fato de que conquistei o direito de andar de cabeça erguida nesse País.”
A DENÚNCIA
O petista sugeriu aos procuradores que o denunciaram que ‘peçam desculpas’ a ele.
A Procuradoria da República, no Paraná, denunciou o petista, sua mulher Marisa Letícia e mais seis investigados por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato. Para o Ministério Público Federal, o ex-presidente é o ‘comandante máximo do esquema de corrupção’ instalado na Petrobrás.
As acusações se referem ao recebimento de vantagens ilícitas da OAS por meio da reforma do triplex 164-A, no Guarujá (SP), e o armazenamento de bens do acervo presidencial. Segundo a denúncia, Lula recebeu R$ 3,7 milhões de propina da empreiteira.
Parte do valor está relacionada ao apartamento: R$ 1,1 milhão para a aquisição do imóvel, R$ 926 mil em reformas, R$ 342 mil para cozinha e imóveis, além de R$ 8 mil para eletrodomésticos. O armazenamento dos bens custou R$ 1,3 milhão.
A força-tarefa da Operação Lava Jato requereu o bloqueio de R$ 87 milhões dos denunciados na ação penal.
No pronunciamento, Lula afirmou que foi ‘vítima de um momento de indignação’ quando foi denunciado. O petista falou por mais de 1 hora.
“Sinceramente, eu nunca pensei passar por isso. Nunca”, declarou.
“Porque as pessoas prometeram tanto, falaram tanto, achincalharam tanto, divulgaram tanto, escreveram tanto, que eu falei: puxa vida, esses caras devem ter um homônimo, alguém que não seja o Lula, que cometeu um crime bárbaro.”
Lula disse que até pensou ’em ir pra China pra me esconder’. “Nossa, devo ter cometido um crime e esqueci.”
“E descobri que tanto os meus acusadores, quanto uma parte da imprensa brasileira estão mais enrascados, mais comprometidos do que eles pensam que eu estava. Porque eles construíram uma mentira, uma inverdade, como um enredo de uma novela e tá chegando o fim do prazo. Afinal de contas, já cassaram o (ex-deputado) Eduardo Cunha, elegeram o (Michel) Temer pela via indireta, golpe, cassaram a Dilma. Agora tem que concluir a novela, o desfecho, acabar com a vida política do Lula porque não existe outra explicação para o espetáculo de pirotecnia de ontem.”
“Não conheço os meninos (os procuradores que o acusam), só quero que sejam honestos comigo, que respeitem a dona Marisa. Não sei se eles têm família como eu tenho, mas certamente não são melhores que dona Marisa.”
O petista reagiu à Lava Jato, que o acusa de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
“Eu não tenho a vocação do Getúlio (Vargas) de me dar um tiro”, disse Lula. “Eu não tenho a vocação do Jango de sair do Brasil.”
“Portanto, se eles quiserem me tirar vão ter que disputar comigo nas urnas.”
Lula afirmou ter a ‘consciência tranquila’. “E mantenho o bom humor porque eu me conheço. Eu sei de onde eu vim, eu sei pra onde eu, eu sei quem quem me ajudou a chegar onde cheguei, sei quem quer que eu saia, sei quem quer que eu volte. Eu duvido que nesse país quem fez mais para fortalecer as instituições que defendem o Estado que eu.”
“Qualquer delegado de Polícia Federal sabe o que era a Polícia Federal quando cheguei no governo. Não só mais que dobramos como investimos muto em inteligência. Todo mundo sabe que esse país tinha um procurador-geral da República chamado engavetador-geral.”
“Eu tinha como princípio básico, errado ou não, que eu tinha a certeza que iria valorizar a instituição para garantir que não ficassem devendo favor ao presidente da República, por isso eu indiquei o primeiro (lugar nas eleições internas dos procuradores da República, em 2003) o companheiro Claudio Fontelles.”
“Tínhamos consciência de que o Estado brasileiro para ser democrático tem que ter instituição forte. E as pessoas que estão lá têm que ter responsabilidade. Quanto mais forte a instituição mais responsabilidade a pessoa tem que ter.”
“O Ministério Público quero ele cada vez mais forte, mas cada vez mais reposnsável. A Polícia Federal cada vez mais forte, mas cada vez mais responsável. Hoje vivemos um momento no Brasil que a lógica não é mais o processo, a lógica é a manchete. Quem vamor criminalizar pela manchete? Quem vamos demonizar?”Foto: O Globo/Estadão





Governador e prefeito de Nova York - Foto: Reuters

Rio de Janeiro - Foto: Reuters

Rio de Janeiro - Foto: Reuters

Rio de Janeiro - Foto: Reuters

Rio de Janeiro - Foto: Reuters

Estados Unidos - Foto: Reuters

Estados Unidos - Foto: Reuters

Eduardo Cunha deixa pistas que levam ao homem-forte do governo Temer. Elas serão seguidas?

Ninguém sabe exatamente como termina um bom escândalo político, mas é quase regra que o ponto de ignição é geralmente atingido quando algum antigo amigo, aliado ou parente, dizendo-se abandonado ou injustiçado, resolve dizer o que sabe sobre quem o abandonou.
Em 2005, o deputado Roberto Jefferson passou três semanas no centro do noticiário em razão de suspeitas que atingiam os Correios e o Instituto de Resseguros do Brasil, estatais à época sob o comando do PTB, seu partido. Ele só saiu do foco quando resolveu dizer em entrevista à Folha de S.Paulo que o governo Lula pagava mesada para obter apoio de deputados, colocando na mira homens-fortes do PT como José Dirceu e o tesoureiro Delúbio Soares. O escândalo, mais tarde conhecido como “mensalão”, tomou tais proporções que, entre os resultados, transformou as denuncias contra Jefferson em notas de rodapé. Ele seria cassado pouco depois, mas manteve a influência política (de fome, ao que sabemos, não morrerá). Tanto que conseguiu eleger a filha, Cristiane Brasil, como sucessora.
Onze anos depois um roteiro similar é reescrito sob o governo Temer. Desta vez o petardo partiu de um colega de partido. Tivesse o mesmo ímpeto da época do “mensalão” para destrinchar as pistas deixadas por Eduardo Cunha na entrevista ao Estado de S.Paulo, a artilharia da imprensa hoje estaria toda voltada à suspeita levantada pelo deputado cassado sobre Moreira Franco, homem-forte de Temer.
Quando a gestão interina foi montada, Franco, descrito por Cunha como o cérebro do governo, não levou nenhum dos principais ministérios, como era esperado. A cargo dele ficou o Programa de Parcerias de Investimento, a menina dos olhos da aventura temerária. Pois esse programa, segundo Eduardo Cunha, nasce sob suspeição em razão das relações de Moreira Franco com o fundo de investimento do FGTS (FI-FGTS), alvo da Lava Jato desde que o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto citou o ex-presidente da Câmara como beneficiário de propinas em operações milionárias do Fundo.
Em 2015, vale lembrar, o fundo de investimentos, que usa recursos dos trabalhadores para aplicar em obras em infraestrutura, registrou pela primeira vez em oito anos prejuízo anual: perda de R$ 900 milhões do patrimônio líquido. A rentabilidade de 2015 ficou negativa em 3%. Uma das razões para o rombo foi o provisionamento de R$ 1,8 bilhão para cobrir prejuízos da Sete Brasil, empresa criada para construir e administrar os navios sondas do pré-sal.
Menos de uma semana após ser cassado, Cunha colocou em uma só tacada escândalos aparentemente diversos (pré-sal, navios sonda, fundos de investimento, porto) em um mesmo rastro. Na entrevista à repórter Vera Rosa ele afirmou: “O Moreira Franco era vice-presidente (de Fundos e Loterias) da Caixa, antes do Fábio Cleto, que fez a delação falando de mim. Quem criou o FI-FGTS na Caixa foi o Moreira Franco. Toda a operação no Porto Maravilha foi montada por ele. No programa de privatização, dos R$ 30 bilhões anunciados, R$ 12 bilhões vêm de onde? Do Fundo de Investimento da Caixa. Ele sabe de onde tirar dinheiro. Esse programa de privatização começa com risco de escândalo. Nasce sob suspeição”.
Como Jefferson, Temer, ao trazer Moreira Franco para a conversa, tenta se safar da suspeita e/ou trazer um ex-aliado consigo – curioso é que, ao menos na edição publicada da entrevista, ele cita o correligionário, como quem não quer nada, sem sequer ser perguntado. A fala, em condições normais de pressão e temperatura, atingiria como uma bomba o colo do governo peemedebista. As obras do Porto Maravilha são investigadas por indícios de pagamento de propina pela Odebrecht, empreiteira cuja delação articulada com as autoridades viria como uma metralhadora ponto cem, segundo José Sarney. (yahoo/com agências)

Carga tributária aumentou em 2015, apesar de queda na arrecadação

O agravamento da crise econômica fez a carga tributária aumentar em 2015, apesar da queda na arrecadação. A parcela da produção que retornou ao governo em forma de tributos aumentou de 32,42% em 2014 para 32,66% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) no ano passado, conforme divulgou há pouco a Receita Federal.
A carga tributária é a razão entre a arrecadação tributária bruta e o PIB. De acordo com o órgão, o principal fator para o pequeno aumento da carga tributária foi a queda de 3,8% do PIB no ano passado. Em 2015, a arrecadação tributária nos três níveis de governo caiu 3,15% se descontado o deflator usado para corrigir o PIB. Como a contração da economia foi maior que a da arrecadação, a carga tributária subiu no ano passado.
Da variação de 0,24 ponto percentual na carga tributária no ano passado, metade concentrou-se nos tributos do governo federal, que saltaram 0,12 ponto percentual em 2015. A arrecadação dos estados subiu 0,05 ponto e os tributos dos governos municipais aumentaram 0,07 ponto.
A reversão parcial de desonerações (reduções de tributos) ocorrida no ano passado também ajudou a impedir a queda da carga tributária.
A recomposição das alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), a reversão das desonerações de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e linha branca, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito à pessoa física e a recomposição da base de cálculo do PIS/Cofins dos produtos importados renderam R$ 16,7 bilhões ao governo no ano passado.
Apesar dessas recomposições, o volume total de desonerações cresceu de R$ 104,4 bilhões em 2014 para R$ 108,6 bilhões em 2015 por causa de dois fatores principais.
O atraso nas votações da lei que reduziu pela metade a desoneração da folha de pagamentos fez a renúncia fiscal com essa desoneração aumentar R$ 2 bilhões no ano passado – de R$ 22,1 bilhões para R$ 24,1 bilhões. A ampliação dos setores incluídos no Simples Nacional fez o governo arrecadar R$ 3,8 bilhões a menos em 2015. ABr