
VALÉRIA REIS
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse hoje na Federasul que segue firme na disposição de ser candidato à presidência da República, - por isso estou aqui no RS e não na Mooca, bairro paulistano -. Ele observa que a possibilidade de abandonar a pré-candidatura presidencial para concorrer ao governo de São Paulo é uma ‘fofoca forte’. Entretanto, admite que poderá considerar a hipótese já que estaria sendo procurado por "pessoas sérias". - Chamaria fofoca uma possível candidatura sua ao governo de São Paulo -. Disse ainda que sua missão no partido é colocar a pré-candidatura à Presidência da República", observou o parlamentar durante coletiva na Federasul. Segundo Ciro Gomes, a fofoca da troca da candidatura presidencial pela disputa paulista teria duas origens: um grupo que pretenderia afastá-lo da eleição ao Planalto e outro que estaria preocupado em oferecer uma alternativa viável para interromper o ciclo de quatro governos consecutivos do PSDB em São Paulo, durante 16 anos. - Há um grupo tentando me tirar do caminho. Ainda estou avaliando quem são, mas sei que não é coisa pequena -, frisou.
O deputado disse ainda que o país melhorou em todas as áreas e merece ser apoiado. – Se olharmos para o futuro, veremos que o país tem dois problemas graves: todo esse avanço não é institucionalizado e cita o salário mínimo, a saúde, a renda, etc. Qualquer pessoa que chegue ali, pode mudar tudo, sem mudar uma lei sequer. Também, destaca que o Brasil vai mal na educação, na saúde, estradas, segurança, infra-estrutura. Gasta quatro vezes mais em processar um conteinere em um porto daqui, do que num porto de Singapura, citou. Questionado sobre a sucessão, ele exemplica que hoje se vê uma mistura de gato, sapato, galinha, ouro, cobre – uma grande mistura para a sustentação do governo, trazendo seu traço de coerência, ao mesmo tempo que é incoerente. Sobre as alianças, diz. - Vocês não vão me ver junto com o Quércia, nem com o Padilha. Não vão me ver com o Jader Barbalho ou o Newton Cardoso. Não vão me ver mesmo!, foi taxativo, acrescentando que o país terá notícias amargas dessa aliança PT e PMDB, prevê. Gomes explica ainda que representa um setor que é favorável ao governo, mas não é petista e não quer deixar que o governo se acomode. Ele também acredita que Dilma deverá alcançar 27 pontos percentuais em setembro. Segundo ele, será rápido, avaliou o deputado. (VR)
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