Tegucigalpa (Honduras) - O atual presidente de Honduras, Roberto Michelleti, está reunido neste momento com o Conselho de Ministros e deve revogar nas próximas horas o decreto que restringiu a liberdade de manifestação e a liberdade de imprensa. A consulta aos ministros do governo golpista é a última etapa dos debates que Micheletti se propôs a fazer para revisar o decreto, publicado há uma semana. A decisão deve auxiliar na negociação prevista para a próxima quarta-feira (7) com ministros de Relações Exteriores dos países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA). O principal ponto das conversações com a comunidade internacional será a volta de Manuel Zelaya ao poder. Ontem, em entrevista à Radiobrás, o presidente deposto confirmou que pretende voltar ao cargo com poucos poderes e disposto a ser julgado para permitir o fim da crise, que completa 100 dias hoje (5). “Meu retorno é um símbolo, para negar o golpe de Estado. Isso independe do processo político. Os processos políticos da sociedade não vão parar porque eu regressei ou porque eu não regressei. Os processos políticos continuam. O ato de retornar significa uma lição para quem quer dar um golpe de estado. Temos que dar um exemplo”, disse Zelaya.Michelleti resiste em admitir publicamente que aceita a volta de Zelaya ao poder. No entanto, cada vez mais sinaliza a possibilidade de um acordo e já não responde categoricamente que descarta a volta de Zelaya ao poder, como disse em entrevista a uma TV local."Se houver eleições no país, transparentes, e elegermos o novo presidente, daqui para lá podemos falar em qualquer cenário, qualquer solução. Creio que há um motivo para sentar e dialogar. A restituição é uma aspiração do senhor Zelaya, mas deve ser feita com bases legais," afirmou Michelleti. ABr
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