Durante apresentação do Cenário Macroeconômico e Perspectivas para 2010 do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) a jornalistas e autoridades, nesta quarta-feira (9), o presidente da instituição, Fernando Lemos, mostrou números que demonstram o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Sul. Foram enfatizadas ações do governo estadual (como o déficit zero) fundamentais para o sucesso alcançado. "As contas equilibradas e o ajuste fiscal influenciam muito a capacidade de investimento do banco no nosso Estado", enfatizou Lemos. Os recursos da carteira de crédito para 2010 somam R$ 25,2 bilhões, com uma projeção de crescimento em torno de 25%. "Este valor mostra a dimensão e a importância do Banrisul na economia do Estado, o que demonstra a capacidade da empresa e o compromisso com a população gaúcha", acrescentou Lemos. A governadora Yeda Crusius celebrou os excelentes números apresentados pelo Banrisul e frisou que o Orçamento do Estado para o próximo ano é de R$ 32 bilhões. Todas as regiões gaúchas foram consultadas e poderão acompanhar a aplicação dos recursos e obras dentro do Portal da Transparência do Governo do Estado. Afirmou estar feliz com os cenários demonstrados pelo banco, enfatizando que a mudança estrutural realizada no Estado permitiu um desenvolvimento maior da economia, que começou pela capitalização do Banrisul. "Sempre falamos, acreditamos e mantivemos como cálculo econômico e decisão política a sustentação do nosso banco num momento mundial de mercado de crédito. Agora, vemos o nosso acerto, por tudo que está sendo apresentado hoje", acrescentou Yeda. A governadora apontou entre os fatores relevantes dos bons números da economia o déficit zero pelo segundo ano. "Este termo não é desconhecido da população. Ela já identifica nele uma coisa boa, que possibilita colocar as contas em dia, pagar precatórios, investir em educação e saúde entre outros itens", concluiu. Entre as perspectivas para 2010 do Banrisul, estão a retomada do vigor da atividade econômica, a pouca influência eleitoral na dinâmica econômica, confiança crescente do consumidor, continuidade do consumo das famílias como vetor principal, utilização dos recursos produtivos tendendo ao limite, retomada de investimentos, reversão gradual das políticas monetária e fiscal adotadas durante a crise econômica mundial e cumprimento confortável da meta de inflação. Os números apontam ainda R$ 14,2 bilhões para operações de crédito em 2010, sendo R$ 3,4 bilhões para crédito consignado, R$ 1,7 bilhão para crédito de consumo não-consignado e R$ 5,1 bilhões para pessoa física. Também figuram recursos para crédito imobiliário na ordem de R$ 800 milhões, R$ 1 bilhão para câmbio, R$ 900 milhões para crédito rural e R$ 500 milhões para áreas de desenvolvimento, segundo informaões da assessoria do Banrisul. Foto: Palácio Piratini
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