
Nesta terça-feira, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, observou que nos próximos 10 anos a economia no Brasil vai crescer 5% ao ano. Segundo ele, para isso é necessário instalar um equivalente a 63 mil megawatts de capacidade nova. Ele informou que hoje se tem instalado 103 mil megawatts. Acrescenta que em dois anos vai ser aumentando em 60% o que se tem hoje instalados. O executivo informou ainda que foi feita uma série de leilões e que 66% daquilo que se precisa para os próximos 10 anos. Explicou que já foram contratados, em construção ou em vias de iniciar a construção. O presidente da EPE explica também, que a partir de 2015 entrarão novos contratos de pequenas centrais de hidrelétricas. Questionado sobre uma eventual falta de autonomia dos estados na obtenção de energia, ele explica que as pequenas centras hidrelétricas beneficiam as pequenas empresas, sem participar de leilões. Disse ainda que esses donos e pequenas centrais já podem vender para os grandes consumidores sem participar de leilões. Lembrou que por falta de licença, se contratava acima do que é considerado o ideal. Disse que agora essa energia poderá ser contratada. Sobre a questão da Energia Eólica, salienta que o País possui grande capacidade de energia eólica e que a idéia será instalar 15 mil megawatts de fontes de energia, sendo que a maior parte é em energia eólica. Maurício enfatiza ainda que atualmente, o custo da energia eólica é muito caro, mas que se pode ter uma redução de quase 50%. - Isto faria ela chegar perto das termoelétricas e com essa competição poderão ser contratadas as eólicas com mais qualidade - , disse, acrescentando que é mais cara que a hidroelétrica, mas que já é bem competitiva. Sobre a Energia Nuclear, frisou que será muito importante para o Brasil e que o país precisa de uma nova fonte na base, já que logo será esgotado a capacidade de nos instalações de energia hidroelétrica. (VR). Foto: Divulgação
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