José Serra é palestrante na Federasul





VALÉRIA REIS




Durante coletiva de imprensa na federasul, nesta quarta-feira, o ex-governador de São Paulo, José Serra evitou comentar sobre futuros pleitos. Questionado se concorreria à Prefeitura de São Paulo em 2012, ele não quis comentar. Foi taxativo ao dizer que agora é hora de fiscalizar e criticar o governo federal. Segundo observou, a oposição está 'engatinhando'. Também chamou a atenção aos jornalistas presentes, que não fizeram a pergunta de como ele avaliaria atuação do governo hoje. Serra salientou que em quatro meses e meio de gestão, - se pode dizer que o governo está 'exitante' e não sabe que rumo tomar. O governo ficou com a herança do governo Lula. A inflação está mais alta e não há uma estratégia clara, ao questionar as medidas anti-inflação e a inflação que estão levando o país à desindustrialização. A política financeira é amparada pela âncora cambial. Ou seja, a política cambial está comprometida no Brasil. O atual governo paga a herança do governo anterior, com um atraso monumental nas obras de infra-estrutura -, frisou. Reforçou também as questões pendentes na área da saúde e das drogas. - Uma herança maldita do governo anterior que não combateu a inflação e não investiu em infraestrutura.Disse ainda que a oposição deveria se organizar com crítica, fiscalização, cobrança e sugestões. Lembrou que até o eleitores do PT esperam que a oposição faça isso, acrescentando que isso é bom para o Brasil -, argumentou o político.
 Ao visitar pela primeira vez o Estado, depois das eleições, Serra agradeceu pela confiança depositada pelos gaúchos no segundo turno. Sobre reforma política, disse que o sistema eleitoral é o ponto mais crítico, pois encarece e enfraquece o eleitor. Ele citou uma pesquisa, onde 70% das pessoas não lêem quando votam para deputado e vereador. Informou sobre um projeto de lei sobre Sistema Distrital que poderá acontecer nas eleições de 2012. Conforme explicou, seriam eleições distritais em municípios com mais de 200 mil eleitores. Serra defende o Voto Distrital Misto e salienta que  poderá ser um complicador, pois mexe com o futuro e com o processo  eleitoral referente a deputados. Segundo disse, reforma política não é apenas um sistema eleitoral, pois tem outras coisas em jogo contra o sistema eleitoral.
O tucano argumenta que o voto distrital favorece os partidos, pois são poucos os candidatos. - Não é aquela salada que se vê hoje no Brasil afora -, ressalta  o ex-governador. Ele exemplica que reside no bairro Altos do Pinheiro em São Paulo. - Quando surge uma encrenca no bairro,  procuram a mim, porque não tem nenhum vereador-explicou. Serra também informou que o Voto Distrital agora deverá recolher milhares de assinaturas.
Questionado por jornalistas Serra classificou como fofocas e surrealismo os boatos sobre sua suposta participação, nos bastidores, na criação do PSD, partido idealizado pelo prefeito paulista, Gilberto Kassab. Foi categórico ao dizer que 'ninguém é eleito para fazer fusão'.  - Na verdade, você pode e deve manter uma política de alianças. Já as questões de fusão, devem ser examinadas mais gradualmente -,  diz. Ele evitou comentar sobre uma reportagem no jornal Folha de São Paulo, com o ex-presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen. Durante a tarde, José Serra e o presidente da Federasul, Cairoli, foram recebidos pelo governador Tarso Genro no Palácio Piratini (Valéria Reis) Foto: Reprodução/EI
Share on Google Plus

About Jornalista Valéria Reis

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário