Hoje, no Dia Internacional da Mulher, minha homenagem vai para uma das grandes heroínas polonesas da Segunda Guerra Mundial, Irena Sendler, que salvou a 2.500 crianças judias do gueto de Varsóvia. Ela morreu recentemente, aos 98 anos. Nascida em 1910, Irena Sendler só ficou conhecida em 2007, quando a Polônia lhe prestou homenagem e foi proposto o prêmio Nobel da Paz. Assistente social, ela trabalhava antes da guerra com famílias judias pobres de Varsóvia, onde viviam 400 mil dos 3,5 milhões de judeus de toda a Polônia. No outono de 1940, passou a correr riscos ao fornecer alimentos, roupas e medicamentos aos moradores do gueto instalado pelos nazistas. Ela escondia as crianças dentro do casacão e as tirava, salvando os pequenos do gueto. No fim do verão de 1942, Irena Sandler uniu-se ao momento de resistência Zegota (Conselho de Ajuda aos Judeus). A polonesa conseguiu retirar de forma clandestiona, milhares de crianças do gueto, levando estas para conventos e famílias católicas.Além do casaco de frio, as crianças eram escondidas em maletas ou retiradas em camihões de lixo. Descoberta, Irena foi presa em sua casa em outubro de 1943. Na Gestapo, ela foi torturada pelos nazistas que quebraram suas pernas e pés. Ainda assim, ela não falou nada. Foi condenada à morte, sendo salva por um oficial alemão, que trabalhava como uma espécie de agente duplo para a resistência alemã. Com identidade clandestina, ela continuou sua luta até o final da guerra, trabalhando em asilos e orfanatos. Irena sempre acreditou ter feito pouco e nunca se considerou uma heroína. Em 2007, ela recebeu uma homenagem, mas não pode ir em função da saúde delicada. Ela salvou um bebê em 1942 e este sobrevivente leria uma carta no dia da homenagem. É isto que eu considero uma grande mulher. (VALÉRIA REIS). Foto: Reprodução/EI
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