Smam busca escolas para coibir depredação em praças



Com o objetivo de reduzir os casos de vandalismo a partir do maior envolvimento da sociedade no cuidado com os bens públicos, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) lançou na manhã desta segunda-feira, 12, no Parque Marinha do Brasil, o projeto Coletivos Verdes. A iniciativa visa à recuperação e ao bom uso das praças a partir da sensibilização das escolas e comunidades sobre a importância da ocupação sustentável das áreas verdes, da promoção de ações direcionadas de educação ambiental e da manutenção compartilhada dos espaços por meio da ajuda de parceiros locais. Para uma plateia formada por representantes de diversas escolas da Capital e cerca de 100 alunos das escolas Girafinha, Mamãe Coruja, Anísio Teixeira e Jardim Salomoni, o secretário Luiz Fernando Záchia destacou que a meta do projeto é resgatar o espírito de coletividade no entorno das praças e, consequentemente, reduzir gastos com depredação e melhorar a qualidade de vida das pessoas, em função do maior convívio e cuidado com a natureza. Clique aqui para ver fotos.  Das 167 praças que receberam melhorias em 2011, 115 (68%) apresentavam equipamentos depredados. Para consertar brinquedos e bancos depredados, foram gastos aproximadamente 17,68 metros cúbicos de madeira, volume suficiente para equipar 59 praças básicas com um conjunto de balanços (dois balanços de bebê e dois balanços juvenis), um escorregador, um vai-e-vem, um conjunto de gangorras (duas pranchas) e quatro bancos. “Entendemos que esta realidade só pode ser transformada a partir de uma mudança cultural. Por isso estamos investindo em um projeto que alia educação ambiental ao trabalho compartilhado e cidadão”, destacou Záchia. Copa do Mundo - Desde o início do ano, a Smam vem mapeando na cidade praças que possuam características para se tornar um Coletivo Verde. Com o objetivo de introduzir conceitos de educação ambiental e de cidadania no dia a dia de crianças e jovens, o projeto prioriza a identificação de praças com escolas próximas. Segundo Záchia, 22 escolas assinaram o termo de adesão ao projeto e outras nove foram convidadas. “O primeiro contato está sendo feito com as escolas. Após o lançamento do projeto, vamos voltar em cada uma delas para definir as melhorias a serem adotadas nas praças, além das atividades de educação ambiental que iremos proporcionar às escolas. Em contrapartida, os parceiros comprometem-se em estabelecer um cronograma de ocupação da área verde e em colaborar com sua conservação”, ressaltou. Os Coletivos Verdes podem ser formados por escolas, associações de bairro, entidades públicas e pela comunidade. Basta ter vontade e empenho para transformar uma área verde em Coletivo. “Porto Alegre tem 608 praças que precisam não apenas do cuidado do poder público, mas de um olhar atento das comunidades. Mais do que nunca é hora de todos nós assumirmos compromissos com o patrimônio público e com o meio ambiente”, disse Záchia, ao lembrar que o projeto Coletivos Verdes integra os projetos da Smam para a Copa do Mundo de 2014.

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