O empresário Roberto Civita, presidente e editor do
grupo de comunicação Abril e fundador da revista "Veja", morreu ontem,
domingo, no hospital em que estava internado havia três meses por um
aneurisma abdominal, informou nesta segunda-feira o Grupo Abril.
Civita morreu aos 76 anos por falência de múltiplos órgãos no
Hospital Sírio Libanês de São Paulo, onde estava internado desde
fevereiro.
O empresário, nascido em Milão, era filho de Victor Civita, criador
do Grupo Abril, conglomerado que tem 9 mil empregados, vendas anuais de
cerca de US$ 1,5 bilhão e que tem como locomotiva a Editora Abril, que
publica 52 revistas com 4,7 milhões de assinantes, incluindo a "Veja", a
"Exame" e a "Playboy".
O grupo, proprietário de sete de dez das revistas mais lidas no
Brasil, também tem participação em empresas de TV por assinatura,
internet e educação, assim como da emissora "MTV".
Civita era também o editor-chefe da "Veja", revista semanal de maior
circulação no Brasil, com tiragem de 1 milhão de exemplares.
Apesar de ser originária de Milão, a família de Civita se estabeleceu
na cidade de São Paulo em 1949 após deixar a Itália em 1939 durante a
Segunda Guerra Mundial e depois de um período de dez anos nos Estados
Unidos.
O Grupo Abril nasceu em 1950 quando Victor Civita negociou os
direitos para publicar no Brasil a revista "O Pato Donald", que um de
seus irmãos publicava na Argentina.
Roberto Civita concluiu o ensino médio no Brasil e viajou para os
Estados Unidos para estudar física nuclear no Texas, mas abandonou a
carreira e terminou formado em economia com especialização em jornalismo
na Universidade da Pensilvânia.
Iniciou sua carreira jornalística como estagiário na revista "Time"
mas voltou ao Brasil em 1958 para trabalhar na editora de seu pai e
disposto a criar no país uma revista semanal com o molde da americana.
Em 1966 o empresário e jornalista lançou a revista "Realidade",
inspirada na americana "Life" e, um ano depois a "Exame", inspirada em
Fortune. Em 1968, criou a "Veja" e em 1975 obteve licença para publicar a
versão brasileira da "Playboy".
Após se desfazer de parte das empresas de televisão, Roberto Civita
reforçou o grupo editorial com a venda de 30% da Editora Abril ao grupo
sul-africano Naspers. EFE
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