
Segundo o economista Marcelo Portugal, durante coletiva de balanço de ano da Fecomércio, o RS pelos prognósticos levantados até o mês de dezembro, deverá encerrar o ano de 2013 com uma expansão de 6,0% no Produto Interno Bruto (PIB). Esse índice se confirmado, ficará próximo ao cenário básico proposto para o ano de 5,8%. Já para o Brasil, a estimativa de crescimento é de alta de 2,2%.
Ainda segundo o economista, em 2013, o comportamento do PIB foi explicado pela agropecuária que, diante da seca de 2012, apresentou taxas de crescimento muito elevadas. Quando se analisam os demais setores, verifica-se que Brasil e RS guardam uma forte semelhança. Em ambos os casos,, o desempenho das vendas do comércio foi superior à produção física da indústria, como tem ocorrido sistematicamente nos últimos anos.
Portugal explica que esta diferença está diminuindo porque o comércio vem desacelerando, enquanto a indústria ensaia ainda que timidamente, um processo de recuperação, que deve continuar em 2014. No caso gaúcho, a expectativa é que as vendas do comércio cresçam 4.5% no próximo ano, um índice bem abaixo dos obtidos em anos anteriores, mas ainda muito acima da média da economia, explicou.
Marcelo Portugal acrescenta que a estratégia do governo federal de colocar o Estado como indutor do crescimento não surtiu efeitos na economia. Segundo ele, o PIB brasileiro cresceu 2,7% em 2011, 1% em 2012 e deverá ficar pouco abaixo de 2,5% em 2013. Para 2014, ele analisa que a previsão se mantém próxima a esse patamar, com expansão da economia em 2,5%. Para o RS, o PIB em 2014 tem projeção de alta de 2,8%, avaliou o economista.
Portugal explica ainda que a taxa básica de juros da economia (Selic) fecha o ano na casa dos dois dígitos (10,0%). Ele observa que os juros vão avançar de forma moderada em 2014. A expectativa é que a Selic encerre 2014 em 11%. Com isso, a inflação (IPCA) deverá avançar 6,0% no ano que vem, depois de encerrar 2013 na casa dos 5,80%. A estimativa para o dólar é encerrar 2013 cotado a R$ 2,35. Para 2014, o cenário básico projeta a moeda americana, em fim de período, deve ficar em R$ 2,55. O câmbio estará mais desvalorizado no próximo ano e deverá funcionar como um mecanismo de promoção de competitividade da indústria nacional. O economista diz que a taxa de câmbio dependerá do comportamento da economia norte-americana. - Em resumo, 2014, poderá haver uma fote desaceleração na economia gaúcha. Teremos de volta as médias históricas do crescimento do PIB, disse o presidente da Fecomércio, Zildo De Marchi. (VR)Foto: Daiane Berta
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