O deputado federal José Genoino (PT-SP) renunciou nesta
terça-feira ao mandato, disse a jornalistas o presidente da Câmara,
deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Genoino
cumpre pena em regime semiaberto depois de ser condenado por corrupção
ativa e formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no
julgamento do mensalão, esquema de compra de apoio político no Congresso
durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Genoino, que era presidente do PT à época do escândalo, havia assumido uma vaga de parlamentar como suplente no início do ano.
A
Câmara dos Deputados estudava como proceder no caso de Genoino, que
poderia ter o mandato cassado por causa de sua condenação no Supremo.
"Antes
de a Mesa (Diretora) tomar a decisão de iniciar o processo, quando
estava contabilizando os votos... nos chega às mãos um documento
renúncia ao mandato do deputado Genoino", disse Alves aos jornalistas.
Ele
acrescentou que o documento foi levado pelo vice-presidente da Câmara,
André Vargas (PT-PR). O presidente da Casa disse que a renúncia deve ser
lida ainda nesta terça e publicada na quarta-feira.
O
parlamentar, que recentemente passou por cirurgia no coração, havia
pedido aposentadoria por invalidez junto à Câmara, e seus advogados
também requisitam à Justiça que ele cumpra prisão domiciliar por conta
de seus problemas cardíacos.
O agora ex-deputado ainda recorre da
condenação por formação de quadrilha junto ao STF, já que obteve pelo
menos quatro votos pela absolvição neste crime e por isso tem direito
aos chamados embargos infringentes, que podem rever a decisão da Corte. (Reuters)
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