Morre deputado tucano Sérgio Guerra

Morreu na manhã desta quinta-feira, 6, no hospital Sírio Libanês em São Paulo, o deputado federal e ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra (PE), aos 66 anos. De acordo com a assessoria de imprensa do PSDB nacional, o corpo de Guerra será velado em Recife, ainda sem data prevista.

O ex-presidente do PSDB estava internado há 15 dias no Sírio Libanês, onde se tratava de um câncer. O estado de saúde de Guerra, segundo a assessoria do PSDB nacional, se agravou nos últimos dias em razão de uma pneumonia.

Ainda de acordo com seus assessores, Guerra será enterrado no cemitério Morada da Paz, na capital pernambucana. O PSDB manifestou seu pesar sobre a morte de Guerra em seu perfil oficial no Twitter."É com tristeza que informamos o falecimento do ex-presidente nacional do PSDB e presidente do ITV, deputado federal Sérgio Guerra".

Perfil
Formado em economia, o deputado federal Severino Sérgio Estelita Guerra, ex-presidente nacional do PSDB, entrou formalmente na política em 1981 quando se filiou ao PMDB e se elegeu no ano seguinte deputado estadual por Pernambuco. Criador de gado e de cavalos de raça, Sérgio Guerra nasceu no Recife, em 1947, em uma família de políticos.

Até chegar à presidência do partido tucano, o deputado passou pelo PDT e PSB, legenda pela qual foi secretário estadual do governo de Pernambuco na gestão de Miguel Arraes. Deputado estadual por dois mandatos, entre 1982 e 1988, chegou ao Congresso Nacional em 1989 ocupando uma das cadeiras da bancada pernambucana na Câmara. Em 2002, ele chegou ao Senado, mesmo ano em que o PT elegeu Luiz Inácio Lula da Silva.

Na Casa, ele foi líder do partido e um dos principais críticos do governo do PT. Ele atuou em várias comissões parlamentares de inquérito (CPIs), entre elas, a dos Correios que investigou um esquema de compra de votos na base do governo.

Em 2006, Sérgio Guerra assumiu a campanha do candidato tucano à Presidência Geraldo Alckmin. No ano seguinte, foi eleito presidente nacional do PSDB no lugar do então senador Tasso Jereissati (CE). Em 2009, Sérgio Guerra tentou formalizar um acordo com os pré-candidatos à Presidência da República pelo partido, o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o de São Paulo, José Serra. A proposta não vingou e Serra, candidato do partido, foi derrotado por Dilma Rousseff. AE/ABr
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