A promotoria britânica anunciou nesta terça-feira que iniciou os trâmites para retirar a ordem de prisão que pesa sobre os pais de Ashya King, o menino que sofre com um tumor cerebral.
"Estamos em processo de comunicar esta decisão às autoridades da Espanha" (onde os pais estão detidos e o menino de cinco anos hospitalizado) para que possam se reunir com seu filho tão logo seja possível", declarou em um comunicado.
Os pais de pequeno britânico o tiraram na quinta-feira de um hospital em Southampton (sul da Inglaterra), descontentes com o tratamento administrado e com o objetivo de levá-lo para a República Checa, onde receberia um tratamento menos agressivo do que a radioterapia e que não está disponível no sistema público de saúde britânico.
Mas ao chegarem na Espanha, onde tentariam vender uma propriedade para custear o tratamento, foram detidos a pedido das autoridades britânicas.
Na quarta-feira eles deverão comparecer uma segunda vez ante um juiz espanhol. A audiência está programada para as 11h00 (6H00 de Brasília) para decidir a situação, segundo uma fonte judicial.
Embora inicialmente o caso tenha sido registrado como sequestro que colocava em risco a vida da criança, a opinião pública britânica logo voltou-se contra o que considerou um excesso de zelo policial e médico, e até mesmo o primeiro-ministro David Cameron expressou simpatia para com os pais.
"Fico feliz em saber que a ordem de prisão contra os pais de Ashya King foi retirada. É importante que a criança receba tratamento e o amor de sua família", escreveu Cameron no Twitter após saber da decisão ao Ministério Público.
O juiz Ismael Moreno, da Audiência Nacional, principal instância penal espanhola, deverá decidir se o casal deve ir para a prisão ou fica em liberdade, à espera de uma decisão sobre a entrega às autoridades do Reino Unido.
Depois da detenção no sábado no sul da Espanha, os pais de Ashya, Brett King, de 51 anos, e Naghemeh King, de 45, compareceram na segunda-feira a uma audiência com o juiz Moreno.
Ambos não aceitaram ser entregues às autoridades, que haviam alertado a Interpol sobre a fuga, afirmando temer pela vida de Ashya King, de cinco anos, operado recentemente e que depende de uma sonda nasogástrica para alimentação.
Após a audiência de segunda-feira, o magistrado decidiu prolongar a detenção por no máximo 72 horas. AFP
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