Tribunal egípcio condena à morte Mohamed Mursi e líderes da Irmandade Muçulmana

A Justiça egípcia condenou à morte o ex-presidente do Egito Mohamed Mursi e mais de uma centena de dirigentes do grupo extremista Hezbollah e da Irmandade Muçulmana, organização radical que luta para impor as leis do islamismo em vários países e unir a população muçulmana contra a influência ocidental.
A sentença foi lida nas primeiras horas do dia (16) no Tribunal do Cairo, mas ainda não é definitiva. No dia 2 de junho, a pena capital será analisada pelo grão-múfti da República, uma das principais autoridades religiosas do país e especialista em interpretação da lei islâmica, que pode revogá-la.
Os réus foram considerados responsáveis pela onda de violência que se espalhou pelo país e derrubou o presidente Hosni Mubarak durante a revolta popular após a fuga em massa da prisão onde Mursi estava detido. O líder supremo da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, está entre os condenados.

 

Primeiro presidente egípcio democraticamente eleito após a revolta popular de 2011, Mursi já tinha sido condenado a 20 anos de prisão, devido aos atos de violência praticados pelas forças de segurança egípcias contra manifestantes que protestavam contra seu governo. Mursi chegou ao poder em junho de 2012 e foi derrubado pelos militares em julho de 2013.
A sentença foi criticada pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, primeiro chefe de Estado a reagir ao veredicto. 
"Infelizmente, o presidente eleito pelo povo do Egito foi condenado à morte. O Egito volta ao Egito antigo", criticou Erdogan, durante comício em Istambul. Ele acusou o Ocidente de "fechar os olhos" ao golpe de Estado de 2013, que resultou no afastamento de Mursi do poder. (Lusa)

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