Só pagamos a conta diz Simone Leite ao propor um pacto pelo desenvolvimento
A presidente da Federasul, Simone Leite, propôs um pacto pelo desenvolvimento,
onde toda a sociedade se una e faça sacrifícios. A proposta, feita na
abertura do 12º Congresso da Federasul, em Canela, foi aplaudida pelos
280 líderes empresariais e empreendedores gaúchos, presentes no evento
que discutiu, durante o final de semana, as rotas necessárias para que o
País e o Estado consigam romper a barreira que impede o
desenvolvimento.
A
ideia do pacto ganha adeptos no primeiro encontro da Federasul com suas
filiadas. “Até então quem está pagando a conta são apenas os
trabalhadores e empresários” enfatizou Simone Leite, lembrando que
“chegou a hora de virarmos o jogo”.
Ao
fazer uma crítica sobre a baixa participação da iniciativa privada nas
decisões políticas, a presidente da Federasul disse que “somos
desorganizados e silenciosos, fatores que contribuíram para a geração da
maior crise que já vivemos”. Por esta razão, disse, “nosso Congresso
tem dois grandes objetivos: integrar lideranças empresariais e refletir
sobre o momento que vivemos entendendo que precisamos unir para vencer”.
Carta de Canela
Lida no final do evento, o documento final do 12º Congresso da
Federasul, a Carta de Canela, ratifica o compromisso da Federasul com a
livre iniciativa e o empreendedorismo. Critica que o ambiente para quem
empreende e produz no Estado “se tornou hostil pelo excesso da carga
tributária, pela lentidão burocrática de licenças e alvarás, pela falta
de infraestrutura ou pela interpretação de resoluções trabalhistas” e
denuncia que “as empresas estão fechando ou deixando o Rio Grande do
Sul, diminuindo assim a base de arrecadação”.
Diz ainda o documento de quatro laudas que “o caminho apontado para
solução de médio e longo prazos terá, necessariamente, que passar por
trabalho bem feito, busca de excelência, incentivo à produção honesta e à
moralidade nas relações, substituindo o ambiente hostil dos gaúchos por
um clima receptivo para trabalhadores e empreendedores que agem de boa
fé, num novo pacto pelo desenvolvimento”. Pede a união do governo do
Estado com os governos municipais em prol do bem comum e ressalta que,
no contexto nacional, é essencial que se viabilize a reforma
previdenciária e se modernize a legislação trabalhista. “Medidas
indispensáveis a um país moderno e uma economia plenamente desenvolvida,
que gere emprego e renda para os brasileiros. (Federasul)
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