PF afirma já ter feito 32 operações para encontrar Battisti

O delegado-geral da Polícia Federal (PF), Rogério Galloro, disse nesta 6ª feira (21.dez.2018) que a PF (Polícia Federal) já realizou 32 operações para encontrar o ex-ativista Cesare Battisti. Segundo ele, o italiano pode estar em outro país –e a PF terá ajuda internacional na busca.
“Os protocolos de busca para fugitivos internacionais foram todos acionados. Já acionamos a diversas policias internacionais, inclusive a Interpol. Temos algumas pistas cujos detalhes, obviamente, não posso adiantar“, disse. “A PF já prendeu Cesare Battisti 3 vezes. Todas as vezes ele foi liberado.”
A afirmação foi dada durante o balanço das realizações do Ministério da Segurança Pública, em Brasília. “Acredito sim que ele vai ser encontrado. Não sei se em território brasileiro, mas ele será encontrado“, afirmou Galloro.
De acordo com o delegado, até a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, no último dia 13, que autorizou que Battisti fosse detido, a PF não podia “sequer despender recursos da União” para vigiá-lo.
No dia seguinte à decisão, o presidente Michel Temer autorizou a extradição do italiano, mas seu paradeiro já era desconhecido. As autoridades brasileiras, então, solicitaram apoio internacional para tentar localizá-lo, cogitando a hipótese de Battisti ter fugido do país.
O nome de Battisti foi incluído na lista de foragidos internacional da Interpol.
Para tentar identificá-lo, a PF também divulgou uma série de possíveis disfarces que o italiano poderia utilizar.
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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, é a favor da extradição do italiano e a defende desde a campanha eleitoral.
Após o decreto de Temer, o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, disse que dará “mérito ao presidente Bolsonaro se ele ajudar a Itália a ter justiça, dando a Battisti um futuro na terra natal“.

QUEM É CESARE BATTISTI

O italiano foi condenado à prisão perpétua na Itália por terrorismo e 4 assassinatos cometidos na década de 1970, quando era ativista do Partido Proletariado Comunista. Viveu como fugitivo por 30 anos, antes de chegar em 2004 ao Brasil.
Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), o Brasil concedeu asilo a Battisti. Em 2010, a Itália pediu a extradição, aceita pelo STF, mas negada pelo então presidente da República.
Em 2017, a Itália pediu ao presidente Michel Temer a revisão da decisão. O emedebista abriu 1 processo administrativo sobre o caso.
A defesa do ex-ativista entrou, em setembro de 2017, com 1 pedido de habeas corpus preventivo no Supremo para evitar a extradição. Argumenta que, pelo princípio da segurança jurídica, a decisão de Lula é “insindicável”.
(Poder 360) Foto: Reprodução/EI
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