Os ativistas da organização não governamental (ONG) Greenpeace que passaram
cerca de dois meses detidos na Rússia receberam hoje (18) a anistia. O caso foi
avaliado nesta quarta-feira pelo Parlamento do país. Entre os anistiados está a
brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos, que foi libertada em novembro, poucos dias antes de expirar o prazo de prisão
preventiva decretada pela Justiça russa, válida até 23 de novembro.
A anistia beneficia tanto a brasileira quanto os outros 30 ativistas
envolvidos no protesto no Ártico, em setembro. Com essa medida, a investigação
dos envolvidos no caso deverá ser encerrada. O grupo, no entanto, não poderá
deixar o país até que o governo russo conceda visto de saída.
“Estou aliviada, mas não celebrando. Fui acusada e permaneci dois meses presa
por um crime que não cometi, o que é um absurdo. Mas, finalmente, parece que
essa saga está chegando ao fim e em breve estaremos com nossas famílias", disse
Ana Paula Maciel.
O Artic Sunrise, navio do Greenpeace, foi retido no dia 19 de setembro por
comandos da guarda costeira russa, depois de os ativistas da organização terem
tentado escalar uma plataforma da empresa de gás Gazprom, no Mar de Barents
(Ártico Russo). Os ativistas protestavam contra a exploração petrolífera na
região.
No início de outubro, os 30 membros da tripulação, de 28 nacionalidades,
foram acusados formalmente de “pirataria em grupo organizado” e tiveram prisão
preventiva decretada. No dia 30 de outubro, a Justiça russa decidiu reduzir a
acusação contra a tripulação, passando de pirataria para vandalismo. No fim de novembro, com o fim do prazo da
prisão preventiva, os ativistas foram libertados pela Justiça sob pagamento de
fiança.ABr
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