Os advogados de defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), reiteraram hoje (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF)
pedido para arquivar inquérito da Operação Lava Jato sobre a citação do
nome de Cunha no depoimento de delação premiada do doleiro Alberto
Youssef. A defesa alegou que a acusação da Procuradoria-Geral da
República (PGR) não tem indícios mínimos de autoria.
De acordo com o advogado Antônio Fernando de Souza, ex-procurador-geral da República, a PGR não anexou ao pedido de abertura de inquérito trecho do depoimento no qual Youssef afirma que nunca teve contato com Eduardo Cunha e não vivenciou os fatos que relatou.
Semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esclareceu que o depoimento de um ex-diretor do Centro de Informática (Cenin) da Câmara "reforça suspeitas" de que Cunha tenha sido o autor de requerimentos para pressionar empresas investigadas na Lava Jato.
Janot citou depoimento em que Luiz Antônio Eira, ex-diretor do Cenin, relatou a três procuradores como funciona o sistema que registra requerimentos apresentados pelos deputados. O depoimento foi prestado no dia 29 de abril, um dia após Luiz Antônio Eira ser exonerado do cargo de diretor. A procuradoria suspeita que os requerimentos tenham sido elaborados por Cunha em 2011, pois o nome dele aparece como autor em dois deles.
Cunha sustenta que os requerimentos não foram apresentados por ele, mas por Solange Almeida, ex-deputada e atual prefeita de Rio Bonito (RJ).ABr
De acordo com o advogado Antônio Fernando de Souza, ex-procurador-geral da República, a PGR não anexou ao pedido de abertura de inquérito trecho do depoimento no qual Youssef afirma que nunca teve contato com Eduardo Cunha e não vivenciou os fatos que relatou.
Em
depoimento de delação premiada, Youssef informou que o empresário Júlio
Camargo, um dos delatores do esquema de desvios na Petrobras, disse a
ele que Cunha apresentou requerimentos em uma comissão da Câmara dos
Deputados para investigar as empresas Toyo e Mitsue, que teriam deixado
de pagar propina. Para a defesa de Cunha, a procuradoria "esqueceu" de
transcrever o trecho no qual o doleiro enfatiza as circunstâncias em que
ouviu os supostos fatos. “Isso é fundamental para a correta valoração
das informações prestadas", destacou o advogado.
Os advogados
disseram que a diligência na qual a procuradoria periciou, semana
passada, o sistema de informática da Câmara dos Deputados, causou
surpresa e indignação. “A indignação do peticionante [Cunha], por sua
vez, advém do fato de a diligência – ante sua manifesta
prescindibilidade – ter sido realizada apenas, ao que parece, para o fim
de gerar notícias que dessem a falsa impressão de existirem “elementos
muito fortes” [conforme afirmado pela Procuradoria-Geral da República em
suas contrarrazões] que subsidiam o presente inquérito e com o único
objetivo de desgastar o peticionante publicamente, assim como a
Instituição que preside”, alegou a defesa.Semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esclareceu que o depoimento de um ex-diretor do Centro de Informática (Cenin) da Câmara "reforça suspeitas" de que Cunha tenha sido o autor de requerimentos para pressionar empresas investigadas na Lava Jato.
Janot citou depoimento em que Luiz Antônio Eira, ex-diretor do Cenin, relatou a três procuradores como funciona o sistema que registra requerimentos apresentados pelos deputados. O depoimento foi prestado no dia 29 de abril, um dia após Luiz Antônio Eira ser exonerado do cargo de diretor. A procuradoria suspeita que os requerimentos tenham sido elaborados por Cunha em 2011, pois o nome dele aparece como autor em dois deles.
Cunha sustenta que os requerimentos não foram apresentados por ele, mas por Solange Almeida, ex-deputada e atual prefeita de Rio Bonito (RJ).ABr
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