O presidente do Senado, Renan Calheiros, criticou ontem, o ajuste
fiscal promovido pelo governo e que está sendo votado na Câmara dos
Deputados por meio de medidas provisórias: “Esse ajuste não pode sequer
ser chamado de ajuste. Ele não corta no Estado, não reduz ministérios,
não faz a reforma do Estado. Ele corta direitos trabalhistas e
previdenciários. Eu sempre defendi – até porque há necessidade muito
grande de reequilíbrio fiscal da nossa economia – um ajuste bem mais
profundo, maior.”
“[Esse é] o meu ponto de vista, o que eu acho com relação a isso; é evidente que o que eu acho não vai substituir o que o Senado acha, o que a Câmara acha. Mas esse é um ponto de vista do senador, não é do presidente do Senado”, acrescentou Renan.
Renan Calheiros disse também que não vê necessidade de nova sabatina de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado, se eles optarem por adiar suas aposentadorias de 70 para 75 anos idade, após a aprovação da proposta de emenda à Constituição que ficou conhecida como PEC da Bengala e aumentou em cinco anos a idade limite para a aposentadoria compulsória de ministros dos tribunais superiores.
Renan Calheiros também reafirmou a posição de “neutralidade” em relação ao candidato a ministro do Supremo, Luiz Edison Fachin, que foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ontem (12) e será votado pelo plenário do Senado na próxima terça-feira (19). Renan elogiou a sabatina dos senadores e disse que marcou a votação para a próxima semana para evitar ilações de que ele estaria tentando intervir no resultado.
“Marcamos para terça-feira exatamente para desfazer qualquer conotação em relação à condução do presidente, porque se você improvisa, se você votar a qualquer hora, qualquer dia, vai sempre aparecer alguém que vai dizer: votou hoje para administrar um quórum menor ou que votou antecipadamente para utilizar um quórum maior. Como essa questão conflita interesses, é preciso preveni-la desde logo”, disse.
Apesar de garantir que não fará nada que “arranhe a condição de neutralidade que o presidente do Congresso deve ter” e criticar que as pessoas ora o coloquem “como aliado ora como adversário”, o presidente voltou a criticar duramente o ajuste fiscal do governo.ABr
“[Esse é] o meu ponto de vista, o que eu acho com relação a isso; é evidente que o que eu acho não vai substituir o que o Senado acha, o que a Câmara acha. Mas esse é um ponto de vista do senador, não é do presidente do Senado”, acrescentou Renan.
Renan Calheiros disse também que não vê necessidade de nova sabatina de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado, se eles optarem por adiar suas aposentadorias de 70 para 75 anos idade, após a aprovação da proposta de emenda à Constituição que ficou conhecida como PEC da Bengala e aumentou em cinco anos a idade limite para a aposentadoria compulsória de ministros dos tribunais superiores.
O
texto aprovado motivou uma polêmica sobre artigo da emenda
constitucional que poderia condicionar a prorrogação da aposentadoria
dos ministros à nova sabatina no Senado. “Vão pedir informações sobre
isso e, desde logo, quero desfazer qualquer dúvida que houver em relação
a isso. Essa remissão ao artigo não trata de admissão, é uma
recondução, portanto não precisa haver sabatina”, antecipou o
presidente.
“[O texto] faz uma remissão ao artigo 52, mas o
artigo trata da admissão do ministro, não trata da recondução em função
da prorrogação proporcionada pela PEC promulgada no Congresso. É uma
remissão desnecessária, indevida, não pode absolutamente ser feita. Não
foi esse o propósito do legislador”, explicou. O presidente do Senado
ressaltou que “qualquer dúvida remanescente em relação a isso, caberá ao
próprio STF corrigir. Ao final e ao cabo, cabe ao Supremo o controle da
constitucionalidade”.Renan Calheiros também reafirmou a posição de “neutralidade” em relação ao candidato a ministro do Supremo, Luiz Edison Fachin, que foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ontem (12) e será votado pelo plenário do Senado na próxima terça-feira (19). Renan elogiou a sabatina dos senadores e disse que marcou a votação para a próxima semana para evitar ilações de que ele estaria tentando intervir no resultado.
“Marcamos para terça-feira exatamente para desfazer qualquer conotação em relação à condução do presidente, porque se você improvisa, se você votar a qualquer hora, qualquer dia, vai sempre aparecer alguém que vai dizer: votou hoje para administrar um quórum menor ou que votou antecipadamente para utilizar um quórum maior. Como essa questão conflita interesses, é preciso preveni-la desde logo”, disse.
Apesar de garantir que não fará nada que “arranhe a condição de neutralidade que o presidente do Congresso deve ter” e criticar que as pessoas ora o coloquem “como aliado ora como adversário”, o presidente voltou a criticar duramente o ajuste fiscal do governo.ABr
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