"Não é pela dor física, mas pela dor do desrespeito", diz morador de rua espancado em Porto Alegre

Quase uma semana depois de ser agredido por vigilantes em frente a um supermercado no bairro Floresta, em Porto Alegre, o morador de rua Edson Luis Christ Wahlbring, 25 anos, retomou quase normalmente à rotina. Em meio a manifestações de solidariedade de conhecidos da região e entrevistas, Alemão — como é conhecido — ainda exibe marcas da agressão e relata dores nas costelas e em uma das pernas.
Ocorrido no último dia 31, o espancamento foi registrado por câmeras de segurança e causou repercussão ao ser divulgado nas redes sociais. Munidos de cassetetes, os agressores eram funcionários terceirizados de uma igreja Assembleia de Deus, localizada na rua General Neto, a 200 metros do supermercado. 
— Não é pela dor física, mas por dentro, por não terem respeito com morador de rua. Quero ver eles fazerem isso com o gerente do supermercado, com um delegado. Não fazem isso com outras pessoas, mas com morador de rua é fácil — desabafa Edson.
A Igreja Assembleia de Deus confirma ser a contratante da empresa de vigilância onde trabalham os agressores. O contrato com a Securi Clean, de Santa Maria, foi firmado há cerca de um ano. Segundo o advogado da igreja, Jurandi Pazzim, o serviço foi rescindido tão logo tomaram conhecimento do episódio. 
— A igreja está escandalizada. Estamos há 93 anos em Porto Alegre, fazemos obras sociais e isso foi algo muito grave, não poderia ter ocorrido — diz Pazzim.
O furto de um corrimão no sábado é confirmado pela igreja, que garante: os vigilantes agiram por conta própria na busca de suspeitos. A Rádio Gaúcha tentou contato com a Securi Clean, mas ninguém atendeu aos telefonemas nesta manhã. A Polícia Civil pretende intimar os suspeitos para prestar depoimento ainda nesta sexta-feira. Foto: Paulo Rocha / Agência RBS Fonte: Zero Hora
 
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