FHC: PT 'cospe no prato em que comeu'

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda que a presidente Dilma Rousseff é "ingrata" e que o PT "cospe no prato em que comeu". Ele se referia às declarações de Dilma de que o governo petista, iniciado com Luiz Inácio Lula da Silva, "não herdou nada" da gestão tucana. "O que a gente pode fazer quando a pessoa é ingrata? Nada. Cospe no prato em que comeu", declarou, ao ser questionado sobre as declarações de Dilma em evento de comemoração de dez anos de gestão petista no governo federal.
O ex-presidente ainda afirmou que o PT "usurpou" o projeto tucano que começou a ser implantado em seus mandatos. "O que aconteceu no Brasil foi usurpação de projeto. Só que como ele é usurpado, não faz direito. Vai e vem, recua, não tem coragem de dizer que vai privatizar", disparou. "Eles (petistas) tinham duas grandes metas. Uma ligada ao socialismo e outra à ética. De socialismo nunca mais ninguém falou. E ética, meu Deus, não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil", completou FHC.
O ex-presidente participou de evento promovido pelo PSDB mineiro em Belo Horizonte, intitulado "Minas Pensa o Brasil", considerado o lançamento da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência em 2014. Ao lado do parlamentar, FHC afirmou que "não é necessário" lançar a candidatura, mas adiantou que ela está sendo "construída". "Quanto ao que penso do senador Aécio, é conhecido", salientou o ex-presidente, que em dezembro já havia defendido o nome do mineiro para a corrida presidencial.
Diálogo
Aécio Neves evitou falar sobre a própria candidatura, mas respondeu bem humorado sobre as declarações de Ciro Gomes, de que o mineiro, assim como os demais possíveis candidatos na eleição presidencial de 2014 "não têm nenhuma proposta para o Brasil". "O Ciro tem seu estilo e obviamente não vou polemizar com ele. Estou até com saudade das boas conversas que nós tínhamos no passado", disse Aécio, amigo pessoal de Ciro. "Se tiver oportunidade, vou convidá-lo para uma (conversa). Talvez ele se surpreenda com o conjunto de boas ideias que temos para o Brasil, como tínhamos no passado", completou.
O senador também preferiu não se estender sobre a possibilidade de o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas reabrir investigação sobre repasses de recursos durante sua gestão no Executivo mineiro à Rádio Arco Íris, que tem como sócios o próprio Aécio e sua irmã Andrea Neves. O caso deve ser decidido nesta terça (26) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). "Não sou a melhor pessoa para falar dessa questão. Conheço muito pouco disso. Mas acho que as explicações já foram dadas", resumiu.AE
 
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