Deputado Federal usa a verba pública para uma viagem a cada 4 dias

O deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) pediu reembolso de R$ 182.877,78 em despesas de viagem no ano passado, mesmo tendo comparecido ao Congresso apenas a partir de setembro. Em 2016, o parlamentar não apresentou projetos na Câmara.
De acordo com reportagem da revista Veja, o montante custeou viagens entre Fortaleza, sua base eleitoral, e Brasília, onde vive com a família. Alegando dores nas costas, o deputado se afastou formalmente do cargo entre maio e setembro, quando seu suplente ocupou o cargo. No período, ele não apresentou notas para reembolso.
Ainda assim, o parlamentar faltou todas as 36 sessões realizadas entre o início de fevereiro e o final de abril, citando problemas de saúde. O pedido para verificar os atestados de saúde fornecidos pelo deputado foram negados pela Lei de Acesso à Informação sob a justificativa de se trataram de questões "expressamente" pessoais.
Procurado, Gomes disse que que apresentou atestados em “quase todas as faltas”. “Houve algumas que não [apresentei]”, admitiu. “A gente fica até com vergonha. É tão problemático que às vezes a gente prefere não ir para não estar lá atormentando os médicos. Mas quase todas estão justificadas”, completou.
O deputado justificou, ainda, a frequência das viagens ao estado natal. “O fato de estar doente, em crise, e, portanto, não ir ao plenário, não quer dizer que dois ou três dias depois eu não esteja bom o suficiente para fazer uma viagem ao meu estado. E coluna é assim, meu amor: tem dia que eu não me levanto. Aí eu tomo um remédio, ligo para o médico, e dois dias depois estou andando”, afirmou.
Gomes é réu por por corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de prometer pagamento de propina de 800.000 reais ao então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para facilitar acordes entre a estatal e empresas de praticagem da Baixada Santista e de São Sebastião (SP).
O parlamentar também é alvo de outra denúncia, ainda não analisada pelo Supremo Tribunal Federal, em que é acusado de receber propina no petrolão em nome do presidente do Senado, Renan Calheiros , (PMDB-AL), de quem é aliado. (Veja) Foto: Diogo Xavier/Agência Senado/(NM)

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